A retirada de estímulos nos EUA e o investidor brasileiro - TC
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Especial: O que a retirada de estímulos nos EUA tem a ver com você, investidor?

Postado por: TC Mover em 27/08/2021 às 14:02
Retirada de estímulos nos EUA e o investidor brasileiro

O mercado financeiro internacional e brasileiro estão em compasso de espera para o começo da retirada de estímulos nos Estados Unidos. A injeção de US$4 trilhões na economia do país foi essencial para evitar que a crise causada pela pandemia não se tornasse uma longa recessão global. Mas a retomada tem gerado pressão para o desmonte gradual do programa, que prevê compras de US$120 bilhões ao mês em títulos públicos e hipotecários americanos.

Conhecida como ‘tapering’, essa retirada dos estímulos é aguardada com atenção, porque vai mexer com o mercado. No podcast Value Tips, produzido pela TC Rádio, o jornalista Junior Monte explica, nesta semana, a origem desse programa. Ele mostra ainda que não é a primeira vez que o ‘tapering’ acontece nos EUA, apesar do ineditismo da pandemia do coronavírus.

O podcast também traz previsões de especialistas sobre quando esse desmonte gradual do programa deve começar, já que o presidente do Federal Reserve, banco central americano, não deu detalhes sobre o assunto nesta sexta-feira, 27. Durante a abertura oficial do Simpósio de Jackson Hole, Jerome Powell fez um discurso suave, indicando apenas que a retirada de estímulos nos EUA pode começar neste ano caso o crescimento continue avançando.

No Brasil, preocupação pela retirada de estímulos é com o dólar

Além dos impactos na economia americana, que também são detalhados no podcast Value Tips desta semana, o resto do mundo também pode sofrer ou ganhar com a retirada de estímulos nos EUA. Aqui no Brasil, a onda mais preocupante é o impacto no câmbio e a consecutiva elevação do dólar.

Nesse sentido, o ‘tapering’ se junta aos ruídos políticos e às incertezas em relação à aprovação de reformas. Enquanto haverá uma valorização do dólar, de um lado, o Brasil pode ter uma desvalorização do real, por outro lado. “Vale a pena destacar que as reformas não são mais opcionais. Hoje elas são obrigatórias para a capacidade de solvência da nação”, enfatizou o economista-chefe da Ativa Investimento, Étore Sanchez, em entrevista à TC Rádio.

Nesta sexta-feira, 27, o mercado brasileiro seguiu a arrancada das bolsas mundo afora com as falas mais suaves de Jerome Powell. O Ibovespa, que já operava em alta, acentuou os ganhos, voltando para o patamar dos 120 mil pontos. E o dólar acentuou o viés de queda, seguindo a forte desvalorização do Índice Dólar DXY. Perto das 14h10, a moeda americana valia R$5,202, em queda de 1,03%.

Afinal, quais os movimentos mais inteligentes para o investidor brasileiro?

A pergunta que fica no meio disso tudo é: quais os movimentos mais inteligentes em relação à carteira de investimentos neste momento? A economista-chefe do TC, Fernanda Mansano, explica que há um consenso de que haverá aumento significativo na renda fixa.

“O investidor brasileiro pode olhar para papéis de renda fixa, em ativos com menor volatilidade, porque é um processo que, agora, de curto prazo, a gente pode ver o mercado respondendo de forma diferente”, ressaltou.  “A gente está em um processo de recuperação e também está em um ciclo de alta de juros. E juros mais altos acabam deixando os papéis de renda fixa mais atrativos”, completou.

Quer entender melhor a retirada de estímulos nos EUA? Confira no podcast Value Tips desta semana:

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Guillermo Parra-Bernal
Imagem: Vinicius Martins / Mover


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