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Fed deve ajustar orientação para compras de ativos, mas sem mudar ritmo

Postado por: TC Mover em 16/12/2020 às 11:32

São Paulo, 16 de dezembro – O Federal Reserve, Fed, deve esperar mais um pouco antes de alterar o ritmo ou a composição da compra de títulos, operação que será vinculada às perspectivas para emprego e inflação no pós-pandemia, economistas disseram na véspera da última decisão de juros do ano pela autoridade monetária americana.

Apenas dois dos nove economistas sondados pela TC Mover esperam que o Fed divulgue uma orientação levemente ajustada na reunião de política monetária que começou na terça e acaba hoje à tarde. Os demais consultados esperam que isso aconteça na próxima reunião, no fim de janeiro.

Comitê do Fed deve dizer se ajustará programa de compra de ativos

O comitê decisório dos juros de Fed, chamado Comitê Federal de Mercado Aberto e conhecido pela sigla FOMC, deve detalhar por quanto tempo espera manter o programa atual de compra de ativos. 

De acordo com reportagem do The Wall Street Journal de 4 de dezembro, o FOMC alinharia o programa com as condições estabelecidas em setembro para a manutenção das taxas de juros próximas de zero. A decisão de manter a taxa-alvo de juros hoje, conhecida como taxa Fed Funds, entre 0,00% e 0,25% deve ser unânime.

No momento, o Fed compra US$80 bilhões por mês em títulos do Tesouro e US$40 bilhões por mês em títulos lastreados em hipotecas, em um programa desenhado para manter as taxas de juros dos empréstimos para famílias e empresas atingidas pela pandemia da Covid-19 no menor patamar possível. 

As compras foram estabelecidas em grande escala em março, quando a taxa Fed Funds foi reduzida para perto de zero. Dessa forma, um impulso no estímulo monetário, que era especulado apenas algumas semanas atrás, é visto como improvável.

Avanço de vacinas aumenta expectativa de retomada econômica nos EUA

Isso teria a ver, de acordo com economistas do Credit Suisse, com o noticiário mais positivo com relação às vacinas contra a Covid-19. Embora o recente aumento das infecções virais segure a retomada da maior economia do mundo no curto prazo, o progresso com um tratamento para o coronavírus diminuiu as chances de que o crescimento da economia americana possa ser fraco demais em 2021. 

Texto: Guillermo Parra-Bernal
Edição: Angelo Pavini e Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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