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Inflação nos EUA acelera mais rápido que o previsto

Postado por: TC Mover em 12/05/2021 às 13:56
Alta da inflação nos EUA superou expectativas

São Paulo, 12 de maio – A inflação nos EUA ao consumidor, CPI na sigla em inglês, veio bem mais forte que o esperado em abril e acentuou a aversão ao risco. Na comparação anual, o índice saltou 4,20%, ante consenso que já previa aceleração forte para 3,60%, de 2,60% registrado em março.


Inflação nos EUA teve maior alta desde setembro de 2008

Foi a maior alta em mais de 13 anos, desde setembro de 2008, quando o governo George W. Bush terminava seu mandato em meio a uma crise financeira. O núcleo na base anual, que desconta a volatilidade de alimentos e combustíveis, avançou 3%, ante consenso de 2,30% e alta de 1,60% em março.

Depois do resultado da inflação nos EUA, o mercado ampliou as apostas de que o Federal Reserve, banco central americano, elevará a taxa de juros em 25 pontos-base em dezembro do ano que vem. Atualmente, a taxa é de 0% a 0,25% ao ano.

Na comparação mensal, o CPI acelerou de 0,60% em março para 0,80% em abril, superando o consenso de 0,20%. O núcleo nessa comparação tinha previsão de estabilidade ante março, em 0,30%, mas avançou 0,90%.


Resultado fez rendimentos de títulos subirem e índices de Nova Iorque caírem

Após a divulgação da inflação nos EUA, os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro viraram para alta. Por volta das 13h55 avançavam 6,4 pontos-base, para 1,688%. A alta do índice VIX de volatilidade, que mede aversão a risco, saltou de 1,88% antes do CPI para 20,56% no mesmo horário, depois de subir quase 20% em meio à liquidação de papéis ontem.

O Índice Dólar, DXY, que mede o comportamento da moeda americana ante uma cesta de pares, acelerava a alta para 0,69%. A disparada do CPI fez os mercados americanos abrirem em queda pela segunda sessão consecutiva, a terceira de ajuste. Mas um setor se beneficia: os dos bancos.

Os índices de Nova Iorque chegaram a tocar as mínimas do dia até então após a divulgação da inflação nos EUA, que foram superadas. Por volta das 13h55, o Nasdaq liderava as perdas com queda de 2,16%, com ações de tecnologia particularmente sensíveis à alta de preços e à perspectiva de juros mais altos. O S&P500 caía 1,60%, e o Dow Jones perdia 1,31%.

Texto: Lucia Boldrini
Edição: Bárbara Leite e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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