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Investigação de vacina da Johnson & Johnson é “questão de dias”, diz FDA

Postado por: TC Mover em 13/04/2021 às 18:12
Johnson & Johnson

São Paulo, 13 de abril – Após pedir a paralisação do uso da vacina da Johnson & Johnson, a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, disse que a investigação sobre o imunizante é uma “questão de dias” para ser resolvida, até a investigação apontar se há ou não relação entre o imunizante e os seis casos de coágulo relatados.

 

Estados americanos substituíram vacina da Johnson & Johnson por alternativas

Em coletiva nesta tarde, os diretores da FDA e do CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, reiteraram que os casos são “extremamente raros”, mas perigosos, já que causaram uma morte e uma hospitalização grave.

A FDA também disse que o pedido é apenas uma “recomendação, não uma obrigação”. Entretanto, estados americanos correm para substituir a vacina americana, desenvolvida pelo braço farmacêutico Janssen, por outros imunizantes, como o da Pfizer.

Em Nova Iorque, por exemplo, as pessoas que estão com agendamento para tomar a vacina da Janssen hoje tomarão a da Pfizer. O governo americano ainda não se pronunciou de forma oficial, mas como a vacina da Janssen era uma das apostas para cumprir o cronograma de vacinação até o final de maio, especialistas dizem que esse prazo sofrerá mudanças.

 

Problemas da vacina são semelhantes aos da Astrazeneca, segundo FDA

Segundo a agência americana, os problemas da vacina da Johnson & Johnson são similares a casos de coágulos apresentados após a administração de dose da vacina da AstraZeneca, que também teve a campanha suspensa na Europa pelo mesmo questionamento.

Há duas semanas, a Agência de Medicamentos da Europa disse que havia uma relação entre o imunizante da AstraZeneca e os coágulos. Entretanto, voltou a afirmar que os “benefícios são maiores do que os riscos”. Com isso, países europeus reduziram o público-alvo desse imunizante, aplicando doses apenas em algumas faixas etárias.

 

Vacina da Janssen deve ser enviada até dezembro ao Brasil

O governo brasileiro assinou um contrato para comprar 38 milhões de doses da vacina da empresa americana em 19 de março. Elas devem ser enviadas entre julho e dezembro e receberam autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa.

Também no Brasil, a Fiocruz, que produz a vacina da AstraZeneca, terá de incluir na bula do imunizante que os coágulos são um dos efeitos adversos. Porém, até o momento, nenhum caso brasileiro foi relatado.

 

Ações da Johnson & Johnson caíram após a paralisação

Mais cedo, a Johnson & Johnson disse em comunicado que não acredita na relação entre a vacina e os casos de coágulos, porém contribuirá com a investigação. A empresa também decidiu prorrogar a entrada na campanha de vacinação na Europa até que haja um novo parecer.

As ações da companhia negociadas na bolsa de Nova Iorque (JNJ) caíram 1,34% nesta terça-feira. Já os papéis de outros imunizantes subiram, como é o caso da Moderna (MRNA), que disparou 7,40%, e da Pfizer (PFE), que avançou 0,51%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Clara Guimarães e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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