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Livro Bege vê economia mais forte, mas inflação em alta

Postado por: TC Mover em 14/07/2021 às 18:07
Livro Bege, economia e inflação

São Paulo, 14 de julho  – A economia americana se fortaleceu do fim de maio até o começo de julho, mas os problemas nas cadeias de produção e a falta de mão de obra se espalharam e podem atrapalhar a retomada, assim como a alta dos preços, que deve continuar nos próximos meses e reduzir as margens das empresas. Isto foi o que o Livro Bege do Federal Reserve informou nesta quarta-feira, 14.

O Livro Bege é um levantamento feito pelo banco central americano em suas 12 regiões e busca captar o sentimento dos diversos setores para atividade, emprego e inflação. Segundo o texto, a retomada de atividade foi mais forte nos setores de transportes, viagens e turismo, manufatura e serviços não-financeiros. A falta de insumos e de mão de obra, no entanto, se tornou mais generalizada.

Os baixos estoques também afetaram a recuperação, como no caso de carros e imóveis, que tiveram de reduzir as vendas apesar de forte procura por esses produtos. A perspectiva dos empresários para a demanda melhorou, mas muitos expressaram incerteza ou pessimismo sobre o fim dos problemas nas cadeias de produção e na oferta de empregos nos próximos meses.

Livro Bege mostra que houve maior procura por trabalhadores de baixa renda

Ao mesmo tempo, o Livro Bege mostrou que três quartos dos distritos informaram ganhos modestos de vagas e os demais, de moderado a forte desde maio. A maior procura das empresas é por trabalhadores de baixa remuneração, que tiveram também o maior crescimento de ganhos salariais.

A média geral de remuneração teve aumento moderado, e a falta de trabalhadores foi citada como motivo para as empresas adiarem expansões ou atingirem o nível desejado de produção. Com isso, empregadores passaram a oferecer outros benefícios para atrair e manter os trabalhadores. E a expectativa é de que a falta de mão de obra continue na maioria das regiões até o outono, em setembro.

Com reabertura, inflação pressiona mais setor de hotéis e turismo

A inflação foi outra preocupação dos empresários, com aumentos de preços acima da média nos 12 distritos, sete deles com alta forte. Apesar de disseminada por toda a economia, a pressão dos preços foi maior no setor de hotéis e turismo, com a reabertura e o controle da pandemia, segundo o Livro Bege.

Os preços no setor de construção continuaram altos, apesar da pequena queda da madeira, e os contêineres voltaram a subir. Algumas empresas têm conseguido repassar os aumentos de custos para seus preços devido à alta demanda, mas outras disseram que não e que terão redução de margens.

A perspectiva de alguns dos empresários consultados é de que a alta dos preços será transitória, mas a maioria espera novos aumentos de custos e de preços de venda nos próximos meses. Um problema para o Federal Reserve, que tenta adiar ao máximo a redução dos incentivos.

Texto: Angelo Pavini
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover


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