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Powell reitera poder da política fiscal e diz que vírus traz mais incerteza; FOMC mantém juros perto de zero

Postado por: TC Mover em 05/11/2020 às 19:42

São Paulo, 05 de novembro – O Comitê Federal de Mercado Aberto, FOMC, do Federal Reserve, banco central americano, nesta quarta-feira. A política fiscal, e não a monetária, é indutora de gasto na economia. Como tal, pode ser uma arma poderosa para mitigar o impacto da crise do coronavírus nos Estados Unidos e acelerar a retomada econômica, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, após a decisão da autarquia. O mercado ignorou amplamente a fala, e manteve a forte alta nas bolsas e puxou para baixo o dólar americano ante pares e divisas de países emergentes.

Em coletiva após a divulgação da decisão do comitê de política monetária do Fed, o FOMC, Powell disse que o banco central americano não será prestamista direto para famílias e empresas, reiterou que não financiará o governo americano com emissão de moeda e ressaltou que a política fiscal tem sido muito mais efetiva que a monetária na manutenção da renda e a poupança das famílias e as empresas desde a eclosão da pandemia. Para ele, a retomada não deve ser integral até as pessoas se sentirem seguras quanto ao vírus.

Preocupação com a nova onda de coronavírus

Com a manutenção dos juros entre 0,00% e 0,25%, o FOMC caracterizou o estado da economia como de melhora, porém longe dos patamares de atividade antes da pandemia do coronavírus. Ele disse que está preocupado com o alastramento atual do vírus, que parece ser mais amplo e rápido que quando a pandemia se espalhou pelos EUA, no começo de março. 

O FOMC decidiu manter o ritmo de compras de títulos inalterado e reiterou que não deve agir de forma preventiva na taxa Fed Funds caso a inflação estoure a meta de longo prazo de 2,00%, até a economia e o mercado de emprego voltarem a níveis normais.

Dólar em queda e bolsas em alta

As bolsas em Nova Iorque e São Paulo aceleraram as altas, enquanto o dólar americano manteve a queda ante moedas pares e de países emergentes – como o real brasileiro, que hoje registra sua maior valorização para dois dias desde meados de julho. 

Texto: Guillermo Parra-Bernal
Edição: Kariny Leal e Letícia Matsuura
Imagem: Nathália Reiter/TC

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