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Variante Iota surpreende pesquisadores pela letalidade

Postado por: TC Mover em 11/08/2021 às 18:16
Variante Iota nos EUA

Brasília, 11 de agosto – A capacidade de transmissão, de mortalidade e de escapar do sistema imunológico da variante Iota, uma nova cepa do coronavírus, é maior na comparação a outras cepas circulantes, indicaram pesquisadores do Departamento de Saúde e Higiene Mental da Cidade de Nova York e da Escola Mailman de Saúde Pública, da Universidade de Columbia, nos EUA.

O estudo foi publicado no último sábado, 7, na plataforma medRxiv. A Iota, identificada pela primeira vez em novembro de 2020 em Nova Iorque, possui taxa de transmissão entre 15% a 25% superior a de variantes conhecidas, além de conseguir escapar das respostas imunológicas de indivíduos em até 10% dos casos. A pesquisa não foi revisada por outros pesquisadores, procedimento padrão adotado em trabalhos científicos.

A letalidade da nova variante entre adultos com mais de 65 anos é semelhante à Alfa, detectada no Reino Unido, mas é 60% mais mortal que a variante originada em Wuhan, na China, de forma geral.

Variante Iota perdeu força a partir de março

Apesar disso, de acordo com o estudo, a Iota perdeu força em Nova Iorque a partir de março deste ano. Há dúvidas, entretanto, acerca da relação da Iota diante da Delta, que tem feito o número de internações aumentar nos EUA, além de causar maiores incertezas econômicas.

O estudo foi conduzido por meio da realização de uma modelagem matemática, com o objetivo de determinar a taxa de transmissão. Assim, houve comparação entre dados epidemiológicos e populacionais coletados em Nova York.

A variante Iota já foi encontrada em todos os 52 estados americanos, estando presente em pelo menos 27 países. No entanto, até o momento, não há registro de casos da variante no Brasil.

OMS nega que a nova variante provoque casos mais graves

Apesar do estudo, a Organização Mundial da Saúde, OMS, negou nesta quarta-feira, 11, que a variante Iota provoque casos mais graves da Covid-19, mencionando estudos preliminares. De acordo com Maria Van Kerkhove, chefe de emergências de saúde da OMS, o número de casos da Iota, nos EUA, tem recuado, enquanto os da variante Delta, aumentado. “Então, a variante Delta parece superar a variante Iota em termos de circulação.”

Estudos já mostraram que a variante Iota não apresenta-se tão resistente a tratamentos. Evidências também indicam que a variante não aumenta o risco de infecções graves em pessoas vacinadas ou que já se infectaram antes.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Cíntia Thomaz e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover


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