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Adiamento da votação de crédito suplementar derruba Ibovespa e faz dólar subir

Postado por: TC Mover em 05/06/2019 às 14:05

Os ativos domésticos refletem uma postura mais defensiva do investidor na tarde desta quarta-feira, levando a uma queda na bolsa e a aumentos no dólar e nos juros futuros, após a Comissão Mista de Orçamento do Congresso adiar a votação de um pedido do governo para aumentar o limite de endividamento para o ano.

 

A dificuldade em se chegar a um acordo para votar o crédito suplementar de R$248,9 bilhões que o governo solicitou ao Congresso forçou a comissão a transferir a votação da pauta para a próxima terça-feira. A autorização é necessária para que seja cumprida a Regra de Ouro do Orçamento – que impede a emissão de dívida para pagar despesas correntes sem autorização do Parlamento. Partidos do chamado Centrão e da oposição se uniram para demorar a aprovação da pauta até o governo garantir R$11 bilhões para educação, saúde e habitação. A questão política reavivou temores quanto à dificuldade na articulação política do governo – que tinham sumido da mente do investidor algumas semanas atrás.

 

BOLSA: O índice Bovespa, que começou o pregão em alta, virou e às 13h55 caía 1,04%, a 96.370 pontos. As ações de Petrobras operam em queda, com o papel ON em baixa de 2,34% e o papel PN com recuo de 2,14%, em meio ao tombo do preço do petróleo e à espera da retomada do julgamento sobre as privatizações no Supremo Tribunal Federal hoje. O barril do petróleo do tipo Brent ampliou as perdas para mais de 2,5%, após divulgação dos estoques nos EUA.

 

CÂMBIO E JUROS: O câmbio também foi pressionado pelo adiamento da votação na CMO e passou a subir 0,21%, a R$3,87050, refletindo a preocupação dos investidores com a aparente mudança no cenário político. A parte mais curta da curva de juros também imprime maior risco,c om o DI para janeiro próximo subindo 1 ponto-base para 6,24%.

 

EXTERIOR:As bolsas americanas operam em alta, com o índice S&P500 subindo 0,46% e o Dow Jones Industrials em alta de 0,54%, segunda alta consecutiva, com mais dados fracos da economia americana validando ainda mais as apostas de cortes na taxa básica de juros dos EUA neste ano.

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