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Agenda do Investidor: Ibovespa derrete, IGP-M, debate eleitoral

Postado por: TC Mover em 28/09/2020 às 20:56

A Agenda do Investidor desta terça-feira, 29, está cheia. Os destaques são o Índice Geral de Preços do Mercado, IGP-M, usado geralmente na correção de aluguel, o resultado primário do Governo Central e, nos Estados Unidos, o debate eleitoral entre Donald Trump e Joe Biden.

Saem também o Índice de preço ao Produtor, IPP, no Brasil e na Alemanha e dados de confiança dos consumidores americanos. Confira abaixo a Agenda do Investidor completa e o fechamento das principais bolsas mundiais.

Fechamento das bolsas mundiais

As bolsas internacionais fecharam em alta. Nos Estados Unidos, Nasdaq, que reúne majoritariamente os papéis de tecnologia, subiu 1,87%. Os índices S&P500 e Dow Jones também encerraram o dia no azul com 1,61% e 1,51%, respectivamente. Na Europa, onde o fechamento é mais cedo devido ao fuso horário, o índice Stoxx600 elevou 2,22%.

Já o Índice Bovespa, Ibovespa, despencou 2,41%, fechando abaixo dos 95 mil pontos. O dia foi intenso para o mercado local, com os investidores acompanharam com preocupação as declarações de representantes governistas sobre possível criação de novo imposto sobre transferências bancárias para financiar o Renda Cidadã, programa social substituto do Bolsa Família. Além disso, a expectativa sobre o risco fiscal brasileiro e as contas públicas contribuíram para o resultado negativo.

Agência de Investidor

Alta no IGP-M – Os investidores vão acompanhar nesta terça-feira o Índice Geral de Preços do Mercado, IGP-M, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, FGV.
Usado geralmente na correção de contratos, por exemplo de aluguel, o índice deve aumentar 4,35% em setembro, de acordo com a LCA Consultores. A previsão é bem acima dos 2,74% registrados em agosto.

Orçamento brasileiro – Às 9h00, haverá instalação de Comissão Mista de Orçamento no Congresso Nacional. A análise e votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 será remota.

Déficit primário – Durante a tarde, sai o resultado primário do Governo Central em agosto, que inclui o Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência. Este dado refere-se à saúde econômica brasileira, calculando a diferença entre o que o governo arrecada e os gastos públicos, sem considerar os juros da dívida. Em julho, o déficit primário brasileiro foi de R$87,8 bilhões.

Preço ao Produtor – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulga nesta terça-feira o Índice de Preços ao Produtor, IPP, de agosto. No mês anterior, o IPP subiu 3,22% e em relação ao ano passado, 1,20% e deve continuar acelerando com o dólar e os preços das commodities em alta.

Trump x Biden – O esperado debate eleitoral entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos acontece às 22h00 da terça-feira. O republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden se enfrentarão nas urnas em novembro.

EUA – Também sai nesta terça-feira a balança comercial americana de agosto. No mês anterior, o resultado foi negativo, registrando US$-79,32 bilhões. Além disso, será divulgada a confiança do consumidor americano, que deve ser de 89 pontos em setembro. Outro dado referente aos Estados Unidos será a variação de estoques de petróleo medida pelo Instituto Americano de Petróleo, API.

Confiança no euro – Os dados sobre a confiança do consumidor na Zona do Euro em setembro serão divulgados amanhã. A previsão é de uma leve melhora, mas ainda longe do resultado positivo, registrando -13,9 pontos. Em agosto, foram -14,7 pontos.

Preço negativo – Além do Brasil, a Alemanha também vai anunciar o IPP do país. Em setembro o índice deve permanecer em -0,10%, indicando a necessidade de continuidade dos estímulos para o consumo e aquecer a economia alemã.

PMI industrial – O Índice de Gerentes de Compras, PMI, industrial da China sai nesta terça-feira à noite. Tanto o Serviço Estatístico Nacional da China, NBS, quanto a empresa Caixin/Market, que medem o índice, devem registrar PMI acima dos 50 pontos, indicando aceleração do setor.

Japão – Também sai na terça a variação de vendas no varejo japonês em agosto. Em relação a 2019, o dado do varejo deve cair 3,5%. No mês anterior, as vendas tiveram queda de 3,3%. Além disso, o Japão divulga a produção industrial, que tem estimativa de alta de 1,5%.

Texto: Letícia Matsuura
Edição: Angelo Pavini
Imagem: Divulgação

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