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Após efervescência por vacinas, rali global pausa; no radar, MSCI e Guedes: Espresso

Postado por: TC Mover em 10/11/2020 às 9:32

São Paulo, 10 de novembro – A definição de Joe Biden como ganhador da eleição presidencial americana no sábado e da divulgação dos avanços das vacinas de várias empresas dos Estados Unidos contra o coronavírus animaram o mercado. Os investidores globais agora pausam para refletir sobre o cenário que se apresenta para as próximas semanas, de negociações truncadas para a extensão dos estímulos à economia e a resistência do presidente americano Donald Trump em iniciar a transição.

Nesta terça-feira, as bolsas europeias oscilam, o dólar americano se fortalece ante seus pares e o petróleo continua a subir. Os futuros dos índices acionários americanos operam mistos, com os contratos do índice Nasdaq 100 apresentando desempenho inferior ao dos pares S&P500 e Dow Jones, à medida que as ações de valor ganham mais atratividade perante as ações de crescimento. Os rendimentos dos Treasuries americanos operam perto da estabilidade, sinalizando algum temor de que um eventual programa de estímulo fiscal nos EUA possa ser menor do que o esperado.

De acordo com um gestor sediado em Londres, hoje deve ser um dia transicional, em que os investidores reavaliam o tamanho e a velocidade na migração de ativos mais defensivos para ativos de risco e para setores que foram punidos pela pandemia ou que estão mais correlacionados com o crescimento econômico. Por aqui, ontem foi o quinto pregão consecutivo de alta no Ibovespa, que voltou aos níveis de início de agosto. 

Agenda econômica

O investidor fica de olho no rebalanceamento dos índices da MSCI, em especial do índice MSCI Brasil, que pode registrar a entrada de Alpargatas, Eneva e Lojas Americanas, assim como a saída da IRB Brasil, Cogna, Cielo e Braskem. 

No entanto, o câmbio se manteve pressionado e as incertezas fiscais impediram uma enxugada maior de prêmios nos juros futuros: por isso, o investidor segue de perto a participação do ministro da Economia Paulo Guedes em três eventos. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, terá despachos internos.

Preste atenção aos detalhes na política, apesar do recesso brando no Congresso por conta da eleição municipal de domingo. Em entrevista à CNN Brasil, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pediu ao governo que prepare sua base de apoio no Congresso para votar as pautas de ajuste fiscal e as reformas em janeiro. Repetimos: sem um sinal de que o presidente Jair Bolsonaro quer o equilíbrio fiscal, inflação e juros de longo prazo vão desancorar. 

A agenda econômica doméstica desta terça-feira traz a primeira prévia do IGP-M para esse mês. Mundo afora, saem as ofertas de emprego JOLTs para setembro nos Estados Unidos, e na Zona do Euro o índice ZEW de sentimento econômico despencou em novembro. Nos balanços, os destaques são a queda no prejuízo da Embraer na base sequencial e o sólido resultado do BTG Pactual. O mercado repercute hoje os resultados da Magazine Luiza e da XP, cujo lucro mais do que dobrou na base anual.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Nathália Reiter/TC

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