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Ativos de risco apontam para melhora; no radar, fluxo e votações: Espresso

Postado por: TC Mover em 18/11/2020 às 9:29

São Paulo, 18 de novembro – O pregão asiático previa hoje mais um dia de pausa para o rali global nos ativos de risco. A bolsa de Tóquio mostrou o pior desempenho entre os principais centros financeiros da Ásia durante a madrugada desta quarta-feira. Este é um reflexo do aumento nos casos de Covid-19 que pode levar à imposição de restrições de mobilidade e de funcionamento dos negócios no Japão e, por que não, em outros lugares da Ásia. 

O sentimento de impotência ante o alastramento do coronavírus deve continuar a permear as cotações dos ativos de risco, que no momento oscilam, porém com viés de alta. Dessa forma, devemos ver um pregão não violentamente volátil, instável, nesta quarta, com o investidor se preparando para o vencimento quadruplo de índices, ações, futuros e contratos de opções em Nova Iorque na sexta. 

Os números fracos de vendas no varejo dos Estados Unidos de ontem pesaram, pois indicaram que o consumo de empresas e famílias deve passar por um sufoco por causa do alastramento do coronavírus, que chega bem a tempo para as festividades de final do ano. 

Mais cedo, o petróleo oscilava devido ao aumento maior do que o esperado nos estoques americanos medidos pela API, mas as expectativas de que a Opep possa atrasar o aumento da produção em janeiro limitaram o movimento. 

A inflação do Reino Unido registrou aumento geral, com os índices cheio e subjacente em alta pelo segundo mês consecutivo. Em relação à inflação da Zona do Euro, os dados vieram em linha com o consenso, gerando movimentos limitados nos preços dos ativos financeiros na região. Enquanto isso, o mercado de commodities deve acompanhar de perto os dados de estoques de petróleo bruto da EIA. 

Demanda por ativos de risco aumenta

Já no Brasil, os preços dos principais ativos financeiros refletem a recente onda de apetite global por risco. Isto levou as pessoas físicas a apertarem o botão de compra, animados pela volta do estrangeiro, o otimismo com o rumo da agenda legislativa e as projeções macroeconômicas menos dantescas. Nas duas primeiras semanas do mês, os investidores não-residentes trouxeram mais de R$15 bilhões para a Bolsa, reduzindo a saída de recursos para R$69 bilhões no ano. 

As projeções de gestores, analistas e contribuidores do TC para o Ibovespa no final do ano apontam para os 110 mil pontos, o dólar entre R$5,30 a R$5,40 e os juros futuros mais estáveis. Ajuda no sentimento a postura do Banco Central do Brasil, que tem indicado flexibilidade para atenuar o desmonte de posição em moeda estrangeira dos bancos. 

Leilões, fluxo cambial e vencimento de opções

A inflação medida pelo IGP-M acelerou 3,05% na segunda prévia de novembro, acima do consenso. Fique de olho nos leilões de rolagem de swap cambial, no dado de fluxo cambial semanal, no vencimento de opções sobre o Ibovespa na B3 e nas reuniões entre o presidente Jair Bolsonaro e parlamentares da sua base de apoio. 

No âmbito corporativo, 3G descarta comprar grande empresa de consumo no curto prazo, Minas Gerais rejeita proposta da Vale de R$21 bilhões para encerrar caso de Brumadinho. Sem acordo, uma solução será negociada somente até 9 de dezembro. Linx aprova proposta melhorada de compra pela Stone, enquanto Burger King Brasil levanta R$510 milhões em oferta subsequente. Prepare-se para o pregão com o Espresso. 

Votações no Congresso

Na agenda do dia, Bolsonaro participa de cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural em Goiás, no final da manhã e, no final da tarde, se reúne com o senador Fernando Bezerra Coelho, líder do governo no Senado. 

A Casa pode votar projeto sobre a terceira etapa do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o Pronampe, e o projeto que transfere recursos da União a estados e municípios para compensar perdas de arrecadação provocadas pela Lei Kandir.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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