TC Mover
Mover

Banco Central agirá para inflação ficar na meta, diz diretor

Postado por: TC Mover em 12/07/2021 às 17:59
Diretor do Banco Central falou sobre meta da inflação

Brasília, 12 de julho – O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, reiterou nesta segunda-feira, 12, que o balanço de riscos para a inflação permanece “assimétrico para cima”, em decorrência do risco fiscal. Além disso, reafirmou que a autarquia usará ferramentas para puxar a inflação para dentro da meta em 2022.

“O fiscal que ainda pesa, ainda é uma espada, um risco bastante grande aí no cenário, e segue colocando balanço de risco altista”, explicou o diretor. Ele participou de uma conferência promovida pelo Banco Santander.

De acordo com o diretor do Banco Central, o nível de endividamento do país, a pressão fiscal e o elevado nível de desemprego são elementos de preocupação na trajetória futura da inflação. Seu posicionamento estressou os juros futuros, DI, que viraram no fim do pregão para alta de até 7 pontos-base. Já por volta das 18h00, eles subiam até 7,5 pontos-base.

Diretor do Banco Central não falou sobre possível alta de 100 pontos-base da taxa Selic

Ao ser questionado sobre a expectativa de determinados agentes do mercado acerca de uma eventual elevação da taxa básica de juros, a taxa Selic, em 100 pontos-base na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, Copom, em agosto, o diretor desconversou.

O Copom elevou, em junho, a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, a 4,25%. O comitê do Banco Central indicou a intenção de realizar novo aperto de ao menos a mesma magnitude na próxima reunião.

Intervenção no mercado de câmbio foi classificada por Bruno Serra como pontual

Em sua participação no evento, Bruno Serra disse que a autoridade monetária fará o necessário para trazer a inflação ao centro da meta no horizonte relevante. Ele classificou o atual momento da conjuntura econômica como “talvez o mais crítico” para entender como a atividade econômica funcionará no pós-pandemia. O diretor destacou a retomada da operação do setor de serviços, em meio à pressão por parte do setor de bens.

Ao ser questionado acerca da recente intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, o diretor classificou-a como “pontual”. “A intervenção recente é o padrão, o Banco Central intervém sempre que ele vê que o câmbio não está funcionando adequadamente”, pontuou.

Leilão extra de swap cambial do Banco Central ajudou a arrefecer valorização do dólar

Na semana passada, a autarquia realizou leilão extra de swap cambial, vendendo todos os 10 mil contratos de dólar ofertados, em um movimento que ajudou a arrefecer a valorização da divisa americana. A ação ocorreu em meio a um cenário de turbulência política e má recepção, pelo mercado, do texto da Reforma Tributária.

Bruno Serra também elencou fatores como liquidez baixa e deslocamento em relação a pares entre os itens que justificam uma intervenção pelo Banco Central no mercado.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Guilherme Dogo, Letícia Matsuura e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


Leia também

Investimento em fundos de criptomoedas despenca, diz Coinshares

Jair Bolsonaro diminui o tom e evita comentar sobre eleições

TC Matrix vê seguradoras em patamar atrativo

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Saiba Mais