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Bancos lideram queda na B3; Fitch vê risco limitado após Brumadinho

Postado por: TC Mover em 06/02/2019 às 12:43

Aos poucos, o acidente da Vale na mina de Brumadinho já impacta outros setores: para a agência de classificação de risco Fitch, a exposição de crédito das instituições à mineradora, a potencial marcação a mercado das ações e dos títulos da Vale que eles detêm e o impacto na economia das regiões afetadas são algumas das consequências do sinistro para os bancos, que hoje lideram as perdas no Ibovespa.

 

O sistema bancário deve enfrentar efeitos negativos imediatos limitados em decorrência do rompimento da barragem. O desastre, que aconteceu em 25 de janeiro, já contabiliza mais de 130 mortes e mais de 220 desaparecidos; suas consequências na produção da Vale ainda não são totalmente conhecidas, mas “a mineradora deverá arcar com multas e custos referentes a danos de reparação elevados”, disse a Fitch em relatório.

 

Os bancos estão capitalizados bem acima dos requisitos mínimos obrigatórios de Basileia III, e a exposição à Vale representa menos de 3,5% do patrimônio líquido total do sistema. Da mesma forma, a exposição direta dos bancos aos títulos da Vale é baixa, uma vez que a dívida da empresa no mercado de capitais é altamente pulverizada e pertence, em sua maioria, a fundos de investimento estrangeiros. Quanto às ações, alguns bancos estão indiretamente expostos à Vale, uma vez que os fundos de pensão patrocinados por essas instituições detêm cerca de 21% das ações da empresa.

 

O Bradesco, cujo braço de participações possui uma fatia considerável na Vale, liderava as perdas no índice Ibovespa, da B3, com recuo de quase 2,4%. O Itaú, o maior banco da América Latina, caía 1,9%, enquanto o estatal Banco do Brasil despencava 2,76%. A ação ON da Vale perdia 1,4%.

 

(Foto: Brumadinho/ Veja)

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