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Bolsa sobe 1,3% com Petrobras, Vale; risco de atraso na CCJ eleva dólar

Postado por: TC Mover em 16/04/2019 às 18:05

A bolsa engatou firme alta e chegou a superar os 95 mil pontos antes de fechar o dia em 94.333 pontos, com valorização de 1,34%, maior avanço em quase duas semanas. Entre palavras de líderes do governo, dos presidentes da Comissão de Constituição e Justiça e da Câmara, e do ministro-chefe da Casa Civil, ainda não se sabe se a admissibilidade da reforma da Previdência será votada na CCJ nesta semana ou se ficará para a próxima. A resposta pode vir ainda nesta madrugada ou na sessão prevista para quarta-feira, com quórum sob ameaça às vésperas do feriado de Sexta-Feira Santa. Enquanto a ala governista tenta acelerar a sessão na CCJ, a oposição trabalha para obstrui-la, em um prenúncio da disputa acirrada para o pleito na comissão especial. Até o fechamento do índice Bovespa, a sessão da CCJ desta terça-feira continuava, sem confirmação do presidente da comissão, Felipe Francischini, se irá prosseguir até a madrugada ou não. Atentos a esse timing de tramitação e à economia fiscal a ser obtida com a reforma – crucial para o equilíbrio das contas públicas –, investidores têm buscado posições defensivas, o que ajuda a explicar o dólar de volta aos R$3,90, maior patamar em duas semanas, com alta dos juros futuros.

 

As ações de Vale e Petrobras foram determinantes para alta do Ibovespa. A mineradora subiu 3,45% com a notícia de que a Justiça revogou a liminar que suspendia as atividades na barragem da mina de Brucutu. Já a estatal petrolífera avançou 3,05%, na esteira da expectativa de uma solução para o imbróglio do reajuste do diesel, com articulação junto aos líderes dos caminhoneiros, sem interferência na política de preços da empresa. Pouco antes do fechamento, a Broadcast informou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, rumava ao Palácio do Planalto para tratar do tema com o presidente Jair Bolsonaro. Para Marcos Mollica, gestor da Opportunity Asset, o governo é “inexperiente, comete erros básicos, mas, diferentemente de outros governos, reconhece os erros e ouve a equipe técnica, que é muito boa”. Os frigoríficos também contribuíram para a subida da bolsa, com destaque para os ganhos de 8,48% da JBS, após recomendação de compra do banco Morgan Stanley, e em reflexo da perspectiva de aumento das vendas de carne bovina à China.

 

O dólar futuro por aqui seguiu a tendência da moeda americana no exterior, além de receio de atraso na tramitação da Previdência. Ao fim do pregão subiu 0,81% frente ao real, cotado a R$3,907. Investidores também aguardavam o desfecho da polêmica envolvendo a política de preços da Petrobras, que criou ruídos para a agenda liberal do governo. Os juros futuros avançaram, com o contrato para janeiro de 2025 acrescentando 7 pontos-base para 8,800%. Lá fora, a nova rodada de resultados trimestrais foi bem recebida pelos investidores em Nova Iorque, que terão novas pistas sobre a saúde da economia global ainda na noite desta terça-feira com a divulgação de indicadores da China. A partir de 23h00 serão conhecidos o PIB da China do primeiro trimestre, a produção industrial chinesa em março e as vendas do varejo naquele país, também em março. Na quarta-feira, destaque para o Livro Bege nos Estados Unidos, espécie de sumário da situação econômica norte-americana, dados da balança comercial dos EUA e de inflação no Reino Unido e na Zona do Euro.

 

(Foto: B3 – Divulgação)

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