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Bolsas batem recorde nos EUA com economia; no radar, Payroll, IGP-DI: Espresso

Postado por: TC Mover em 04/02/2021 às 19:59
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São Paulo, 4 de fevereiro – As bolsas americanas voltaram a subir hoje pelo quarto pregão seguido e os índices S&P500 e Nasdaq registraram novos recordes, intradiário e de fechamento, enquanto o Dow Jones aproximou-se das máximas histórias.

Os índices foram impulsionados pelo otimismo com a recuperação da economia americana após os pedidos de seguro-desemprego da semana passada, divulgados hoje, ficarem abaixo do esperado, no menor nível desde novembro. A melhora do emprego foi acompanhada por crescimento das encomendas à indústria em dezembro acima das projeções de mercado.

Os números de hoje reforçaram um cenário que já vinha se desenhando desde ontem, quando os indicadores dos gerentes de compras, o PMI, e dos gerentes de suprimento, o ISM, apontaram para a recuperação mais forte do setor de serviços no mês passado, enquanto a pesquisa da empresa ADP mostrou a criação de mais empregos privados no primeiro mês do ano.

Payroll deve mostrar melhora no quadro trabalhista americano


Com isso, aumenta a expectativa com o dado oficial de emprego, o Payroll, e deve confirmar a melhora do emprego e da economia americana neste início de ano, apesar do aumento dos casos de coronavírus e do atraso na vacinação.

 

O Payroll, relatório do emprego urbano americano, deve mostrar, amanhã às 10h30 de Brasília, que a economia dos EUA gerou 50 mil novas vagas em janeiro e confirmar que os setores têm recuperação desigual, em formato de “K”.

O número deve ficar acima dos 140 mil postos destruídos em dezembro, mas longe dos 245 mil criados em novembro, com a segunda onda da Covid-19 impactando o mercado de trabalho. O consenso TC Mover projeta que a taxa de desemprego fique estável em 6,70%.

 

IGP-DI de janeiro deve acelerar para 2,50%

 

Na agenda de amanhã, além do Payroll de janeiro, o destaque será o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, IGP-DI, de janeiro, que pode acelerar para 2,50% no mês, depois de subir 0,76% em dezembro.

Em 12 meses, o índice calculado pela FGV atingirá 26,03%, acima dos 23,08% acumulados até dezembro, refletindo principalmente os preços no atacado, que podem pressionar a inflação ao consumidor futura e ampliar a expectativa de alta dos juros pelo Copom já em março.

Para Antonio Pena, da Porto Seguro Investimentos, a expectativa é que a alta ocorra em maio, mas se a inflação vier muito forte nos próximos meses, o BC pode antecipar o início da subida da Selic para a próxima reunião.

 

 

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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