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Bolsas caem; no radar, leilão, sardinhas em Wall Street, Guedes: Espresso

Postado por: TC Mover em 29/01/2021 às 9:39
bolsas em queda

São Paulo, 29 de janeiro – As bolsas apontam para sua pior queda semanal em cerca de três meses, em parte devido à turbulência causada pela frenética ação dos pequenos investidores nos Estados Unidos, “uma nuvem de gafanhotos” que está criando um turbilhão de problemas e prejuízos para fundos de hedge, plataformas de negociação e reguladores, disse um gestor sediado em Londres.

 

Chegamos ao último pregão de janeiro e praticamente nada mudou: o investidor ainda não sabe se comprar na queda ou pular fora do risco porque as demoras na implementação da vacina contra o coronavírus e as novas cepas ainda seguram a esperada recuperação econômica alimentada por estímulos.

 

As bolsas na Ásia confirmaram a recente tendência de queda no fechamento, refletindo temores sobre problemas de iliquidez corporativa na China e a instabilidade causada pela chamada Revolta dos Sardinhas em Wall Street.

 

Embora a disparada nas ações atacadas por grandes investidores institucionais e ressuscitadas por milhares de traders congregados em grupos da rede social Reddit pareça ser um fenômeno novo, há uma dúvida se esse fenômeno se tornou uma nova fonte de volatilidade que veio para ficar.

 

Europa cai e puxa futuros americanos

 

 

Logicamente, Europa sente esses medos e cai, puxando consigo os futuros dos quatro índices acionários americanos, o Dow Jones, o S&P500, o Nasdaq e o Russell 2000. O dólar americano aponta para sua maior valorização semanal desde meados de outubro, enquanto os rendimentos dos Treasuries americanos, assim como dos Bunds alemães, avançam pela expectativa de dados econômicos menos ruins nos EUA e o desempenho acima do consenso das economias da Espanha, França e Alemanha no quarto trimestre.

“Me preocupa que o esforço de vacinação seja freado pelas novas cepas vindas da África do Sul e do Brasil”, disse um gestor. O anúncio de ontem de que a vacina Novavax tem 89% de eficácia, mas que se mostrou menos eficaz contra a cepa sul-africana destaca esse risco crescente, uma vez que ela se espalha globalmente.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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