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Bolsas começam maio com pé direito; no radar, estímulos, CPI da Covid, reforma: Espresso

Postado por: TC Mover em 03/05/2021 às 21:02
Bolsas sobem

São Paulo, 3 de maio – As bolsas começaram maio em alta aqui e nos Estados Unidos. Elas recuperaram parte das perdas da semana passada, deixando de lado o lema “Sell in May and Go Away”, ou venda em maio e siga em frente.


Maior controle do coronavírus e retomada econômica impulsionam bolsas nos EUA

Nos EUA, o otimismo com a retomada da economia impulsionou a alta dos papéis de empresas de cruzeiros marítimos, companhias aéreas e redes de varejo, que lideraram os ganhos do Dow Jones Industrials e do S&P500. O bom humor das bolsas vem a partir do controle da pandemia de coronavírus, reforçado pelo anúncio de redução de restrições de atividades nos Estados de Nova Iorque e Flórida e por uma liberação cautelosa de viagens na Europa. O Nasdaq, por sua vez, fechou em baixa, com o setor de tecnologia realizando lucros diante da rotação para os setores mais ligados à atividade.

O mercado espera também avanços na discussão no Congresso americano sobre os pacotes para infraestrutura e para apoio às famílias propostos pelo presidente Joe Biden. Esses estímulos somam cerca de US$4,0 trilhões, e devem resultar em mais impostos para ganhos de capital e grandes empresas, o que também atingiria as “Big Techs”. O bom resultado divulgado no fim de semana da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, que anunciou hoje o nome do possível sucessor do Oráculo de Omaha, também ajudou a animar os investidores.


Ibovespa subiu impulsionado pelos bancos

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta, mas abaixo dos 120 mil pontos. O índice foi sustentado principalmente pelos bancos, na expectativa com o balanço do Itaú Unibanco após o fechamento. Os investidores aguardam amanhã a proposta de Reforça Tributária, que pode vir completa, como quer o relator, e não fatiada como queria o governo. Parece não ser um bom começo.

A agenda de amanhã também terá a Comissão Parlamentar de Inquérito do coronavírus, a chamada CPI da Covid. O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, hoje desafeto de Jair Bolsonaro, fará seu depoimento. A CPI está sob a batuta de outro desafeto do presidente, o relator Renan Calheiros.

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Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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