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Bolsas desabam com coronavírus; no radar, balanços, estímulos, commodities, IGP-M: Espresso

Postado por: TC Mover em 19/07/2021 às 19:48
Bolsas sofrem com Covid-19

São Paulo, 19 de julho – As bolsas registraram fortes quedas hoje, em meio a uma onda global de aversão ao risco provocada pelo crescimento dos casos de coronavírus pela nova variante Delta na Europa, na Ásia e nos EUA e que pode levar a um retrocesso na reabertura das atividades.

O Dow Jones Industrial teve a maior perda desde outubro, reflexo das vendas de ações ligadas à retomada da economia, como companhias aéreas, empresas de turismo e cruzeiros e setores industriais.

O movimento foi acentuado pela queda das commodities, especialmente do petróleo, que perdeu mais de 6,0% e levou junto o setor de energia, diante do receio de impacto do vírus na atividade. A decisão no domingo da Opep, cartel dos exportadores de petróleo, de ampliar a oferta nos próximos meses.

Bolsas com peso maior de empresas de tecnologia tiveram queda mais leve

O S&P500 e o Nasdaq caíram menos graças ao maior peso das empresas de tecnologia. Estas companhias se beneficiam das restrições de circulação e da queda dos juros longos americanos. Com a maior busca por proteção, o rendimento dos Treasuries de dez anos chegou a bater 1,18% ao ano, encerrando o dia em 1,19%, ante 1,29% na sexta-feira. Para 30 anos, o rendimento caiu também 10 pontos-base, para 1,82% ao ano e, assim como o yield de dez anos, está no menor nível desde fevereiro.

O dólar também subiu diante das principais moedas pela busca por proteção e o índice DXY encerrou o dia em alta de 0,17%. Já o VIX, o índice do medo, que mede a volatilidade das opções de S&P500, subiu 22%. O Bitcoin também sofreu e perdeu 3,0%, caindo para US$30,7 mil.

Commodities, consumo e bancos pesaram no Ibovespa

No Brasil, o Ibovespa acompanhou as bolsas do exterior e sofreu para retomar os 124 mil pontos no fim do dia. As commodities, consumo e bancos pesando e estrangeiros na venda pesaram. O dólar futuro teve a maior alta desde 8 de março, indicando saída de recursos e maior cautela dos investidores.

Já os juros futuros recuaram, acompanhando os yields americanos. O cenário político ainda conturbado, com novos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, STF, segue pesando sobre o mercado. Já os números da pandemia no país ainda estão positivos e podem permitir novas aberturas, apesar de novos casos da variante Delta.

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Texto: Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Mover


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