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Bolsas ficam de lado à espera de pacote, vacinas; no radar, inflação, casos de Covid-19: Espresso

Postado por: TC Mover em 18/09/2020 às 8:47
As bolsas europeias e os futuros dos índices americanos operam em direções mistas nesta sexta-feira, rumando para encerrar a semana com certa cautela.

Arte: Nathália Reiter/TC Mover

As bolsas europeias e os futuros dos índices americanos operam em direções mistas nesta sexta-feira, rumando para encerrar a semana com certa cautela em cima da negociação do novo pacote de estímulos americano, do avanço das vacinas, do ressurgimento de casos de Covid-19 na Europa e da trajetória dos papéis de tecnologia nas bolsas americanas.

Algumas das maiores ações do setor sofrem perdas de dois dígitos até agora neste mês, com os investidores saindo de posições dos papéis das líderes de mercado. Amazon, Microsoft, Facebook e Apple perderam pelo menos 10% em setembro, mas a queda brusca, registrada principalmente no índice Nasdaq, onde as tecnológicas têm mais peso, parece ter dado uma trégua.

Hoje, o futuro do índice subia 0,33%, acompanhado do S&P500, enquanto o Dow Jones futuro caía 0,10%. Na Europa, a França voltou a fechar as escolas após a maior alta nos casos do vírus desde o fim do lockdown, em maio. Com isso, e de olho nas negociações para o Brexit no Reino Unido, onde os casos de Covid-19 também voltaram a crescer, o índice Stoxx 600 também caía 0,10%.

Ontem à noite, na tradicional live das quintas-feiras, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Casa da Moeda não serão privatizadas no seu governo, e negou que esteja “segurando” as vendas de estatais.

Hoje, o Supremo Tribunal Federal começa a julgar a reclamação do Congresso contra a criação de subsidiárias de estatais para facilitar a privatização de companhias públicas, o que burlaria, segundo a manifestação do Legislativo, a necessidade de aprovação prévia.

A decisão pode bloquear os planos da equipe econômica de se desfazer de ativos secundários das empresas para melhorar a situação fiscal. Na agenda de hoje, destaque também é a a segunda prévia do IGP-M de setembro, que subiu 4,57%, acima do consenso de 4,15% e deve adicionar alguma pressão no recado do Comitê de Política Monetária dessa semana sobre o monitoramento da inflação.

Nos Estados Unidos, saem os Indicadores Antecedentes do Conference Board de agosto, que devem trazer sinais mais claros sobre o ritmo de recuperação da atividade após o fim do auxílio do governo, recuando de 1,4% em julho para 1,3%. A Universidade de Michigan divulga a prévia da Confiança do Consumidor de setembro, que deve subir ligeiramente de 74,1% para 74,5%.

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