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Bolsas oscilam à espera do Fed; Copom, pandemia e Bolsonaro no radar: Espresso

Postado por: TC Mover em 17/03/2021 às 9:46
juros e inflação

São Paulo, 17 de março – Desde os fechamentos em queda na Ásia até os futuros de Nova Iorque, os mercados estão em compasso de espera, oscilando com viés de leves baixas, antes da decisão do FOMC, comitê decisório dos juros do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos. O Índice Dólar DXY avança, e os rendimentos dos títulos de longo prazo do Tesouro americano, os Treasuries, rondam as máximas.


Fed deve manter juro, mas BCB deve subir a taxa Selic por pressão inflacionária e Covid-19

No caso do Fed, há consenso de que haverá se manutenção do juro na faixa 0,00%-0,25% e manutenção do ritmo das compras de ativos. Espera-se também se a reafirmação do tom dócil no comunicado e na coletiva posterior do presidente do Fed, Jerome Powell.

Já no Brasil em turbulência, com inflação em alta e novo recorde diário de 2.798 mortes pela Covid-19 em 24 horas desacelerando a economia, o Banco Central está sob forte pressão para elevar a taxa básica de juros Selic ou em 0,50 ponto percentual ou em 0,75 ponto percentual: menos que isso, vai estressar o mercado.


Rejeição a Bolsonaro aumenta por gestão na pandemia

Nesta manhã, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, IPC-Fipe, para a segunda quadrissemana de março, que traz a variação de preços na cidade de São Paulo, veio com o dobro da alta do período anterior. Passou de 0,20% a 0,40%, puxada pelo segmento dos transportes, que mostrou elevação de 1,95% para 2,51% no período.

Também destacamos que nova pesquisa do Datafolha publicada hoje mostra que a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia bateu recorde e chegou a 54%, e que 43% o apontam como maior responsável pela crise sanitária.

A pesquisa foi realizada entre segunda e terça-feira, em meio ao agravamento da crise sanitária no país: ou seja, saiu do forno. O jornal Folha de S. Paulo também relata que o Centrão não gostou de ser contrariado pelo desprezo de Bolsonaro aos nomes preferidos pelo bloco para o novo comando do Ministério da Saúde. Marcelo Queiroga foi escolha pessoal do presidente apoiada por seu filho e senador Flávio. Queiroga prometeu “continuidade”.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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