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Bolsas oscilam com estímulo nos EUA; no radar, Petrobras, Weg e Senado: Espresso

Postado por: TC Mover em 21/10/2020 às 8:23
O mercado tem se mostrado volátil nas semanas prévias à definição da eleição presidencial nos Estados Unidos, e essa falta de tendências claras tem trazido alguns desafios para o investidor.

São Paulo, 21 de outubro – O mercado tem se mostrado volátil nas semanas prévias à definição da eleição presidencial nos Estados Unidos, e essa falta de tendências claras tem trazido alguns desafios para o investidor. 

A redução na brecha de probabilidades de vitória entre os dois candidatos, o presidente Donald Trump e o opositor democrata Joe Biden, e os contratempos na elaboração de um acordo para estender os estímulos econômicos no combate à pandemia do coronavírus marcaram os mais recentes pregões – e assim deve continuar. “Continuo vendo as eleições americanas, a possibilidade, ou não, de um novo pacote fiscal nos EUA e a pandemia como os principais vetores internacionais”, disse o gestor e sócio da TAG Investimentos, Dan Kawa. 

Dessa forma, os ativos de risco operam entre o azul e o vermelho na manhã desta quarta-feira, com os futuros dos índices americanos passando a subir há pouco, na esteira das especulações ao redor do pacote de estímulo e das dúvidas da viabilidade deste no Senado controlado pelos aliados de Trump. 

Tivemos um pregão misto na Ásia, com altas em Hong Kong e Tóquio e quedas nos mercados acionários da China. Já na Europa, as bolsas recuam em meio aos temores com o aumento de casos de coronavírus – especialmente na Espanha, onde é cogitado um toque de recolher. 

Hoje a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, sugeriu que uma segunda onda da doença complicaria as coisas para os formuladores de política na região. 

O índice Dólar DXY recua ante moedas pares, acompanhado de uma alta nos juros dos Treasuries, refletindo que o mercado está mais otimista com o andamento das conversas para a extensão do pacote de estímulo em Washington. 

A volatilidade, medida pelo índice CBOE VIX, avança levemente para o patamar dos 30 pontos pela primeira vez em quase uma semana. O petróleo recua à espera dos dados de estoques semanais nos EUA, no final da manhã, enquanto as commodities de atividade, como o minério de ferro e o cobre, disparam.

O mercado repercute o chamado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para sessão deliberativa amanhã, após negociações entre o governo e lideranças da Casa. Serão discutidos projetos de lei que tratam do repasse do lucro contábil do Banco Central para União, da autonomia do Banco Central, do regime de autorização para a implantação de ferrovias e do novo Marco Legal para o Setor de Gás. Segundo nossas fontes, há um entendimento de que essas matérias precisam ser votadas o quanto antes, como prova do compromisso do Congresso com o equilíbrio fiscal. 

A Petrobras elevou a meta para a produção média em 2020 na prévia trimestral de produção de ontem. Teremos dados de fluxo cambial semanal, divulgação do Livro Bege de Federal Reserve, início da rolagem integral de swaps de dezembro e balanço da Weg, no Brasil, e da Tesla, nos EUA. 

Bruno Funchal, secretário do Tesouro Nacional, pode confirmar em evento virtual rumores de que o BNDES planeja repassar R$100 bilhões para a União nos próximos 12 meses.

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