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Bolsas tem dia de recorde e ajuste; no radar, emprego nos EUA, CPI da Covid, balanços: Espresso

Postado por: TC Mover em 05/05/2021 às 20:58
Bolsas sobem - CPI da Covid

São Paulo, 5 de maio – As bolsas oscilaram hoje entre ganhos e perdas. O Dow Jones Industrials registrou novo recorde de fechamento e o Ibovespa retomou os 119 mil pontos. Porém, o Nasdaq fechou em baixa.


Bolsas e moedas de países emergentes foram impulsionadas pelo otimismo americano

A recuperação da economia americana e a reabertura das atividades na maior economia do planeta, diante do avanço da vacinação e da queda dos casos de Covid-19, animaram os investidores das bolsas. Os indicadores americanos de atividade divulgados hoje, tanto de emprego privado quanto de expectativas dos gerentes de compras, os PMIs, e de suprimentos, o ISM, do setor de serviços, reforçaram esse otimismo. Além disso, impulsionaram as ações e os preços das commodities e das empresas do setor, bem como as moedas e bolsas de países emergentes, como o Ibovespa e o real.

O índice de commodities da Bloomberg atingiu o maior nível em dez anos, o que é bom para a atividade. Contudo, isto desperta o receio de pressões inflacionárias que podem levar os bancos centrais a antecipar a alta dos juros. O alívio veio das declarações do vice-presidente do Federal Reserve, Richard Clarida, de que não é hora de pensar em reduzir as recompras de títulos, nem de aumentar os juros, durante entrevista à CNBC.

Os rendimentos do Tesouro americano, os Treasuries yields, de dez anos caíram 2 pontos-base, para 1,57%. O índice do dólar, o DXY, fechou em pequena queda, de 0,02%. Os resultados das empresas também ajudaram, com a General Motors reforçando o otimismo para o resto do ano mesmo com problemas de falta de peças.


Commodities e siderurgias puxaram o mercado brasileiro

No Brasil, os investidores aproveitaram as pechinchas criadas pela queda forte de ontem, com maior presença dos estrangeiros buscando também os papéis de commodities e siderúrgicas. Balanços positivos e a liberação do 13º salário para os aposentados também ajudaram o Ibovespa a fechar perto das máximas. O dólar e os juros recuaram com a melhora das commodities e de olho na reunião do Copom. Mas as preocupações com a recuperação da economia continuam, com os indicadores da Produção Industrial e o PMI de serviços ainda em queda.


Copom aumenta taxa Selic e sinaliza nova alta na próxima reunião

Após o fechamento, o Copom confirmou as expectativas e subiu o juro básico, conhecido por taxa Selic, em 0,75 ponto percentual, para 3,5% ao ano, indicando no comunicado um novo reajuste da mesma magnitude na próxima reunião, em 15 e 16 de junho, que deve levar a Selic para 4,25%.

A sinalização mostra preocupação com o que o Banco Central chama de riscos maiores para a inflação prospectiva e busca recuperar o tempo perdido, atuando não só na taxa, mas também nas expectativas. O comunicado reafirma, porém, que a normalização dos juros deve ser parcial e que deve ser mantido algum estímulo para a atividade.

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Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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