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Bolsas salvam a semana; no radar, pacote EUA, IPCA, auxílio, atividade e vírus: Espresso

Postado por: TC Mover em 05/03/2021 às 19:40
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São Paulo, 5 de março – Em mais um dia de volatilidade intensa, as bolsas fecharam perto das máximas no Brasil e nos Estados Unidos, depois de registrar fortes quedas durante um pregão marcado pelo otimismo com os dados de emprego nos Estados Unidos acima do esperado e pela cautela com a alta dos juros longos.


Sinais de retomada americana animam mercado e aumentam receio com inflação

Os sinais de retomada animaram os investidores, mas também aumentaram o receio com a alta da inflação, provocando uma onda de vendas de títulos do Tesouro americano e fazendo o rendimento do Treasury de dez anos atingir 1,62% ao ano, maior nível em 12 meses. Na gangorra do mercado, o juro mais alto derrubou as ações, mas foi contido pelo apetite dos investidores pelas taxas mais atrativas.

Com isso, o rendimento dos Treasuries desacelerou para 1,57%, abrindo espaço para a alta das ações. Colaboraram com o otimismo dos investidores declarações de três diretores do Federal Reserve, Raphael Bostic, de Atlanta, James Bullard, de Saint Louis, e Loretta Mester, de Cleveland, reforçando que o banco central americano está acompanhando a alta dos juros longos, mas não está preocupado se a inflação ficar acima da meta de 2,00% por algum tempo e não vê necessidade de mudar suas políticas de estímulo.

Bolsas americanas fecharam em alta após Payroll

As expectativas pela retomada da economia impulsionaram as bolsas americanas, que fecharam no azul, com reforço dos dados do Payroll, quase o dobro do consenso e com direito a revisão para cima do número de janeiro. O S&P500 subiu 1,95%, o Nasdaq, 1,55%, e o Dow Jones, 1,85%. O arrefecimento da alta dos yields dos Treasuries e o andamento do pacote de estímulos no Senado ajudaram no bom humor. Em meio à alta dos juros, o Nasdaq perdeu 2,10% na semana. O Dow Jones conseguiu avançar 1,80%, e o S&P500, 0,81%.

Semana terá IPCA e dados de serviços, varejo e emprego

A inflação, o emprego e a atividade serão destaques na agenda brasileira, com Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, Caged e dados de serviços e varejo. Na segunda-feira, o IGP-DI de fevereiro deve desacelerar de 2,91% em janeiro para 2,00% no mês, mas em 12 meses passará de 26,55% para 29,0%, pressionado pelos preços do atacado, como combustíveis, insumos e metais.

A piora do risco local sobre dólar, juros e Produto Interno Bruto, PIB, também devem aparecer nas projeções do mercado no Boletim Focus do BC. Na Alemanha, sai a produção industrial de janeiro e, na Zona do Euro, a Confiança do Consumidor de março.

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Texto: TC Mover
Edição: João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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