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Bolsas sobem à espera do Fed; China, Copom, Bitcoin no radar: Espresso

Postado por: TC Mover em 15/03/2021 às 9:47
bolsas dos EUA

São Paulo, 15 de março – Na abertura da semana que terá as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos na quarta-feira, a produção industrial e o varejo da China em janeiro-fevereiro avançaram bem acima das projeções, assim como os investimentos chineses em ativos fixos. Esses indicadores impulsionam o petróleo, melhorando suas perspectivas de demanda. Além disso, ajudam a dar fôlego aos futuros de Nova Iorque, que sobem com recuo dos yields da T-note de 10 anos.


Mercado espera diretriz sobre Treasuries na decisão monetária do FOMC

O Dólar Índice, DXY, tem alta leve ante moedas pares. Ante os principais emergentes, o peso mexicano está perto da estabilidade, com viés de baixa, mas rand sul-africano, lira turca e rublo se valorizam.

Do Federal Reserve, na quarta-feira, espera-se uma diretriz mais clara sobre as altas recentes dos títulos do Tesouro e possivelmente uma elevação das projeções de crescimento da economia na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, FOMC, o comitê americano de política monetária.

No radar dos mercados, depois da sanção do pacote de US$ 1,9 trilhão de estímulos, está a corrida do governo Joe Biden em busca de recursos para a próxima rodada de programas destinados a promover crescimento de longo prazo com investimentos em infraestrutura, energia limpa e educação. Essa engenharia quase certamente envolve alta de impostos, o que terá de ser cuidadosamente negociado no Congresso americano para obter a totalidade da concordância dos democratas. Depois do Fed, sairão as decisões de juros do Banco da Inglaterra, na quinta, e do Banco do Japão, na sexta.


Atividade econômica brasileira recua 0,46% em janeiro

Na Europa, a vacinação muito mais lenta do que nos Estados Unidos contribuiu para a derrota do partido da chanceler Angela Merkel em duas eleições regionais na Alemanha. No Brasil, que vive o pior momento da pandemia sem perspectiva de melhoria rápida, saem mais indicadores que vão contribuir para a difícil decisão que o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, tem pela frente na quarta-feira. A primeira com a autonomia da autarquia em vigor é a de subir juros para conter a inflação em meio ao enfraquecimento da economia. As apostas variam de 0,25 a 0,75 ponto percentual.

O Índice de Atividade do Banco Central, IBC-Br, de janeiro recuou 0,46% na comparação mensal. O resultado veio melhor que o consenso de queda de 1,25%. Esse indicador vale como prévia informal do Produto Interno Bruto calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

Antes, saiu o Relatório Focus, com as projeções semanais dos economistas do mercado. O principal destaque de finanças do jornal Valor Econômico é a informação de que, ante a turbulência crescente provocada por ruídos políticos e fiscais, gestores locais de recursos estão reduzindo ou até zerando a exposição ao mercado local e buscando alternativas de investimento no exterior.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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