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Bolsas sobem com vacinas; no radar, atrito EUA-China, vírus, IPCA-15: Espresso

Postado por: TC Mover em 23/11/2020 às 21:01

São Paulo, 23 de novembro – As bolsas subiram hoje, com novos avanços nas vacinas contra o coronavírus e indicações de nomes pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, para sua futura equipe, que agradaram o mercado. 

Os investidores deixaram de lado o aumento dos casos de coronavírus nos EUA e a notícia de que o governo de Donald Trump pretende formar uma frente de países ocidentais contra a China, o que poderia iniciar uma nova guerra comercial com a segunda maior economia do mundo. 

Ao que parece, diante dos reveses nas ações judiciais para anular a eleição de Biden, Trump quer deixar sua marca, agradando o eleitorado conservador e garantindo apoio para uma futura candidatura. 

A notícia chegou a derrubar os índices em Nova Iorque, especialmente o Nasdaq, pelo receio de que as medidas possam complicar os negócios das empresas de tecnologia, que têm maior relacionamento com a economia chinesa. No fim do dia, porém, os índices fecharam em alta, com o Dow Jones Industrials registrando o recorde de pontos intradiário. 

Expectativa de novo pacote de estímulos nos EUA

Amanhã, o investidor deve ficar atento à confirmação da ameaça do presidente Donald Trump de propor novas retaliações contra a China. O aumento dos casos de coronavírus também estará no radar, especialmente nos Estados Unidos, assim como novas medidas de restrição em cidades americanas. 

Pode haver nova tentativa de retomar as negociações do pacote de estímulos no Congresso dos EUA. No Brasil, a expectativa é com a retomada das discussões sobre o ajuste fiscal e privatizações no Congresso em meio à campanha para o segundo turno em diversas capitais.

IPCA com pequena desaceleração

A agenda de amanhã traz como destaque no Brasil o IPCA-15, que serve de prévia para o IPCA, usado pelo Banco Central em suas metas de inflação. O índice deve apresentar pequena desaceleração, de 0,94% em outubro para 0,76% em novembro, mas o acumulado em 12 meses subirá, de 3,52% para 4,16%. 

Os analistas vão acompanhar também os núcleos setoriais do IPCA-15, para verificar se o choque dos alimentos e bebidas está contaminando outros itens a ponto de justificar uma mudança na política de juros do Banco Central.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins/TC

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