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Brasil cria mais de 1 milhão de empregos no ano

Postado por: TC Mover em 01/07/2021 às 14:10
Brasil gerou mais de 1 milhão de vagas de emprego até o momento

São Paulo, 1 de julho – Após frustrar o consenso em abril, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, voltou a superar as estimativas em maio. Ele apontou forte criação de empregos no Brasil, na quinta alta seguida, em demonstração da recuperação do mercado de trabalho. No acumulado, o país criou mais de 1 milhão de vagas em 2021.

Segundo dados do Ministério da Economia, foram criados 280.666 empregos em maio, bem superior ao consenso do TC, que apontava a criação de quase 121 mil vagas. O resultado é o saldo entre 1,54 milhão de admissões e 1,26 milhão de desligamentos. O país criou 1,23 milhão de vagas no acumulado do ano, contra a perda de mais de 1,14 milhão no mesmo período de 2020.

Setor de serviços teve a maior criação de vagas de emprego no Brasil em maio

Todos os setores do Brasil apresentaram crescimento, com destaque para os serviços, que criaram mais de 110 mil vagas líquidas no mês de maio. Na segunda colocação está o comércio, com criação de 60 mil vagas, depois indústria, com 44 mil, e agropecuária, com a criação de pouco mais de 42 mil vagas.

O setor da construção teve o avanço mais modesto, com saldo positivo de 22 mil. A alta dos empregos ocorreu também em todas as regiões do país. No ano, nenhum setor apresentou saldo negativo na criação de vagas.

Salário médio real de novas admissões caiu após três altas seguidas

Por outro lado, após três altas seguidas, o salário médio real das novas admissões no Brasil caiu. Ele passou de R$1.873 em abril para R$1.797 em maio, de acordo com os dados do Caged.

Apesar do dado positivo, o Ibovespa seguia no vermelho. Por volta das 14h10, o índice caía 0,95%, aos 125,5 mil pontos, puxado pela ação ordinária Vale (VALE3) e pelos papéis ordinários da B3 (B3SA3), que recuavam respectivamente 1,46% e 2,85%. De outro lado, o dólar futuro sobe 1,20%, cotado a R$5,046, puxando para cima os juros futuros, DIs, que avançam até 14 pontos-base.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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