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Brasil foca no IBC-Br às vésperas da eleição municipal; bolsas globais sobem: Espresso

Postado por: TC Mover em 13/11/2020 às 9:37

São Paulo, 13 de novembro – No pregão desta sexta-feira, o investidor olha com cuidado para os dados de atividade econômica de setembro no Brasil, medidos pelo índice IBC-Br do Banco Central, indicador que é visto como uma prévia mensal do Produto Interno Bruto do país. 

São Paulo, 13 de novembro – No pregão desta sexta-feira, o investidor olha com cuidado para os dados de atividade econômica de setembro no Brasil, medidos pelo índice IBC-Br do Banco Central, indicador que é visto como uma prévia mensal do Produto Interno Bruto do país. 

A expectativa é de avanço na base sequencial, o quinto consecutivo, e de queda na comparação anual. Os números do IBC-Br, que infelizmente não são muito detalhados, devem sugerir que a redução do auxílio emergencial e a lenta reabertura dos negócios, além dos ruídos políticos e fiscais, podem estar atrapalhando uma retomada mais parruda. 

Nesse sentido, o presidente Jair Bolsonaro, que hoje se reúne com o ministro da Economia Paulo Guedes à tarde, tem se transformado no maior responsável por essa recuperação truncada: parece que seu objetivo não é fazer o país superar o impacto da pandemia, mas sim tirar do caminho todos os possíveis concorrentes para o seu cargo, dentro do governo ou da oposição. No entanto, o povo é soberano e castiga a soberba. Que o diga o PT!

De olho na eleição municipal

Para alguns analistas, um alerta deve vir nas eleições municipais deste domingo. Por um lado, a visão entre parlamentares e especialistas consultados pela TC Mover é que a continuidade será a marca da disputa. 

Duas das quatro maiores cidades brasileiras, São Paulo e Belo Horizonte, tem como favoritos os candidatos à reeleição. São 147 milhões de eleitores em quase 5.600 municípios que devem escolher mandatários locais entre quase 19 mil candidatos. Há prefeitos próximos de eleger seus sucessores. 

Mas o ponto comum é que esses favoritos têm pouco ou nada a ver com Bolsonaro. Por outro lado, podemos ter um desempenho decente da esquerda em redutos importantes, como Porto Alegre. 

Se os resultados gerarão tensão no mercado, não sabemos. Mas os esforços assistencialistas de Bolsonaro, com as finanças públicas na berlinda, aos que Guedes se somou ontem, levando a curva do DI a subir com a fala absurda de que o país pode estender o auxílio emergencial, não funcionaram. Enfim, não descartamos surtos adicionais de populismo, mais bravatas e mais ataques que desestabilizem o mercado. 

Bolsas mundiais sobem, após madrugada de oscilação

As bolsas oscilaram na madrugada desta sexta-feira, mas sobem durante a manhã, com chances de que a volta do isolamento leve à extensão dos estímulos fiscais nas grandes economias. 

No exterior, a leitura preliminar da variação do Produto Interno Bruto da Zona do Euro no terceiro trimestre veio em linha com o esperado, a disparada recorde durante o verão. Mas as falas de diretores do Banco Central Europeu, como Hernández de Cos, deixam a sensação de que essa melhora não se sustenta. 

IPP, leilão e balanços

Nos Estados Unidos, saem o Índice de Preços ao Produtor, IPP, de outubro e a prévia do índice de confiançae a pesquisa de condições de negócios da Universidade de Michigan para esse mês. No Brasil, acontecem os leilões de rolagem de swap cambial do Banco Central. 

No âmbito corporativo, teremos uma enxurrada de balanços: além das teleconferências das quase 30 companhias que soltaram balanços na quinta-feira. Hoje, antes da abertura, cinco empresas divulgam seus balanços, incluindo Ser Educacional – que frustrou o consenso – e Cogna. Cada vez mais companhias admitem que o fim da crise está longe e pedem por menos ruído e mais ação.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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