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Cadernetas captam R$7,02 bilhões em outubro e total no ano bate R$144 bilhões

Postado por: TC Mover em 06/11/2020 às 20:21

São Paulo, 06 de novembro – As cadernetas de poupança captaram R$7,017 bilhões em outubro, já descontados os resgates, o maior valor para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1995. O saldo foi bem menor que os R$13,228 bilhões de setembro, mas muito superior ao resgate de R$247 milhões do mesmo mês do ano passado. 

Com isso, a captação líquida acumulada pelas cadernetas no ano alcançou R$144,228 bilhões, também a maior da série história e muito mais que os R$13,327 bilhões de todo o ano passado. O aumento dos depósitos este ano é impulsionado principalmente pelo pagamento do auxílio-emergencial em contas poupança, e em parte pela queda dos juros, que tornam a caderneta mais rentável que a maioria dos fundos de investimentos conservadores. 

Apesar de render apenas 70% da taxa Selic, hoje de 2,0% ao ano, ou 1,40% ao ano, a poupança consegue um ganho líquido superior ao de fundos que cobrem mais de 0,25% ao ano de taxa de administração. Um dos motivos é que a caderneta é isenta de imposto, que pode chegar a 22,5% nos fundos. Os fundos, por sua vez, têm a vantagem de permitir resgates diários, sem perda de rendimento, enquanto as cadernetas só pagam rendimentos em aplicações mensais. 

Saldo total da poupança ultrapassa R$1 trilhão

O aumento dos depósitos em poupança, que já atingem um saldo total de R$1,010 trilhão, amplia o volume de recursos que os bancos têm para emprestar para crédito imobiliário e, em menor parte, para crédito rural, caso das cadernetas de poupança rurais do Banco do Brasil.

Olhando só as cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, o SBPE, as cadernetas captaram R$4,060 bilhões em outubro e R$109,8 bilhões no ano, atingindo um saldo de R$783,4 bilhões. Já as cadernetas rurais, que vão financiar operações para o agronegócio, captaram R$2,96 bilhões em outubro e R$34,39 bilhões no ano, somando um saldo de R$226,9 bilhões.

Para o investidor, o rendimento das cadernetas está abaixo da inflação, que só em outubro atingiu 0,86%, segundo o IPCA, ou 3,92% em 12 meses. A opção podem ser CDBs de bancos que paguem mais que o juro básico, com liquidez antes do vencimento, e que também contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito até R$250 mil por CPF em cada banco.

Texto: Angelo Pavini
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação

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