TC Mover
Mover

Copom põe fim à orientação futura e abre portas à alta da Selic

Postado por: TC Mover em 20/01/2021 às 20:49
taxa selic

São Paulo, 20 de janeiro – O Comitê de Política Monetária, Copom, do Banco Central confirmou as expectativas crescentes do mercado e pôs hoje fim ao chamado forward guidance, ou orientação futura, da taxa básica de juros, conhecida como taxa Selic. Abre-se porta para uma alta da Selic à frente.

O anúncio foi divulgado no comunicado, que acompanha a decisão desta quarta, a primeira de 2021, de manter a Selic estável, pela quarta vez, em 2,00% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. A manutenção da taxa na mínima histórica foi decidida por unanimidade.

 

Inflação pressiona o fim da orientação futura

 

De acordo com a nota, as pressões inflacionárias foram as responsáveis pelo fim da orientação futura que sinalizava que a taxa Selic ficaria baixa por um bom tempo. “Em vista das novas informações, o Copom avalia que essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária”, diz no comunicado.

 

Mercado se divide quanto ao início da alta da Selic

 

Também como previsto, a retirada da orientação futura veio acompanhada do alerta de que ela “não implica mecanicamente uma elevação da taxa de juros”. Uma pesquisa feita pela XP com institucionais revelou que o mercado está bem dividido com o início do aperto monetário.

A maior parte acredita que o aumento da Selic ocorra na reunião de 5 de maio, enquanto uma parcela de 13% vê o aumento já na reunião de 17 de março, enquanto 13% acreditam na alta no encontro de 4 de agosto.

 

Risco fiscal pode contribuir para aumento da Selic

 

 

O comitê também se referiu ao quadro fiscal como risco à alta da taxa Selic. “O risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária.”, observa.

Já entre os fatores que tiram pressão para o aumento da taxa estão a elevada ociosidade na economia, especialmente no setor de serviços, que foi o mais impactado pela pandemia e que corresponde a aproximadamente dois terços da atividade econômica.

Texto: Bárbara Leite e Guillermo Parra-Bernal
Edição: Letícia Matsuura
Imagem TC Mover

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Saiba Mais