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Economistas melhoram projeções da economia brasileira, segundo Prisma

Postado por: TC Mover em 15/07/2021 às 18:29
Economistas melhoraram projeções para a economia

Brasília, 15 de julho – Os economistas consultados pelo Ministério da Economia melhoraram suas projeções para o déficit primário do Governo Central, que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência, deste ano. Isso significa que o governo terá mais despesas do que receita no período, mas sem considerar os gastos com os pagamentos de juros da dívida pública.

A informação é do mais recente relatório Prisma Fiscal, divulgado nesta quinta-feira, 15. Agora, de acordo com o documento, as estimativas de déficit passaram de R$200,8 bilhões em junho, pela mediana dos profissionais consultados, para R$184,3 bilhões na pesquisa de julho.

Economistas esperam que a dívida bruta como proporção do PIB encerre o ano a 82,77%

Já para 2022, as expectativas dos economistas também melhoraram. A mediana do déficit primário foi a R$116 bilhões, ante R$135,6 bilhões apontados no mês de junho. Oficialmente, o Ministério da Economia projeta que o Governo Central registre um déficit primário de R$187,7 bilhões neste ano, de acordo com a última estimativa da pasta, apresentada no mês de maio.

O desempenho das contas públicas é acompanhado de perto pelas agências de rating, como Fitch, Moody’s e Standard and Poor’s. A razão é que ele é um indicador da capacidade do país de honrar os compromissos assumidos.

Ainda segundo mediana dos economistas consultados pelo Prisma Fiscal, a estimativa é de que a dívida bruta do país como proporção do Produto Interno Bruto, PIB, encerre o ano de 2021 a 82,77%, ante projeção anterior, em junho, de 84,50%. Para 2022, também há estimativa de alívio na trajetória de endividamento doméstico.

Projeções para as despesas totais do Governo Central em 2021 pioraram

A mediana dos economistas consultados projeta recuo a 83,24% da relação dívida/PIB, ante 86,20% observada no mês anterior. Na última quarta-feira, 14, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o país pode alcançar, ao fim do ano, uma relação dívida/PIB em torno de 82% a 83%.

Já as projeções dos economistas para as despesas totais do Governo Central neste ano pioraram. Elas alcançaram R$1,629 trilhão, ante R$1,624 em junho. Ainda de acordo com o mais recente prognóstico, no entanto, as expectativas para a receita líquida melhoraram. As projeções chegaram a R$1,444 trilhão, ante R$1,417 trilhão no mês passado.

Texto: Gustavo Ponte
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Imagem: Divulgação


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