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Especial: Setores para ficar de olho com a alta da Selic

Postado por: TC Mover em 19/03/2021 às 16:24
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São Paulo, 19 de março – A alta da taxa básica de juros, a taxa Selic, acima da expectativa do mercado e a sinalização de pelo menos mais um aumento na próxima reunião do Banco Central pode levar os investidores a rotacionar suas carteiras de ações com o cenário. Quais setores devem sentir um impacto mais imediato?


Empresas de crescimento e do setor imobiliário devem ser afetadas

O primeiro na nossa lista é o setor imobiliário, muito sensível às oscilações nos juros, pois nele estão empresas com longos financiamentos atrelados à taxa básica Selic. O aumento no custo do crédito imobiliário também impacta a demanda por imóveis.

O segundo setor que destacamos é, mais do que um setor, uma classe de ativo: as empresas de crescimento. Quando as receitas projetadas de uma empresa estão concentradas no futuro, aumentos nos juros deprimem o valor presente delas. A Selic é um componente importante da taxa usada para calcular esse valor presente. Em suma, maiores os juros, menores os lucros futuros.

Alta da Selic impacta custo de captação de bancos

O terceiro são as empresas endividadas. Quem investe em companhias com índice de endividamento geral e dívida líquida muito altas deve abrir o olho. O aumento nas taxas de juros e de financiamentos aumenta os custos financeiros destes passivos, impactando a lucratividade e abrindo espaço para problemas de liquidez e insolvência nos prazos curto e médio.

Bancos e seguradoras são o quarto elemento na nossa lista. Uma Selic em alta impacta tanto o custo de captação dos bancos, quanto as taxas dos empréstimos cobrados dos clientes.

Mesmo não sendo imediato, os bancos podem desfrutar de um aumento de margens no curto prazo. A contrapartida, no entanto, pode ser a inadimplência – que pode aumentar com um juro maior.

Importadoras, exportadoras e varejistas também estão na lista de afetadas

Importadoras e exportadoras são o quinto setor na lista. O juro pode impactar empresas cujas receitas ou custos estão atrelados à taxa de câmbio. Uma Selic mais alta ajuda a valorizar o real. Dessa forma, um juro alto impacta as exportadoras e dá um gás nas importadoras.

O sexto setor na lista é o de consumo e varejo. Um ciclo de alta nos juros eleva os custos de financiamentos. Um juro mais alto aumenta o custo de oportunidade do consumidor, que, em vez de gastar e ir às compras, pode preferir poupar.

Finalmente, fundos imobiliários. Assim como a renda variável em geral, o aumento nas taxas de juros tende a melhorar os rendimentos da renda fixa e torná-la mais competitiva na hora de escolher um investimento mais conservador.

Texto: Felipe Von Eye Corleta
Edição: Guillermo Parra-Bernal, Karine Sena e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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