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Exterior azedo ameaça piorar pregão na B3; Petrobras concentra atenções: Espresso

Postado por: TC Mover em 22/02/2021 às 9:33
B3 em baixa

São Paulo, 22 de fevereiro – Os rendimentos dos Treasuries americanos estendem a alta e alguns metais avançam, com o cobre ultrapassando US$4 a libra. Este é em mais um sinal de que o investidor já comprou a tese de inflação e retomada econômica mais aceleradas. Dessa forma, fundos e investidores individuais tendem a resgatar suas ações em segmentos como tecnologia e dirigi-los para ativos de renda fixa de certas durações. Hoje, a diferença entre os rendimentos, ou yields, dos Treasuries americanos de cinco e 30 anos atingem o patamar mais alto desde 2015.

Como resultado dessa percepção da inflação mais alta, os Treasury yields também puxam os rendimentos dos títulos soberanos alemães, britânicos e de outras nações ricas – questionando o poder dos bancos centrais de manter o custo de crédito o suficientemente baixo por mais tempo. Os futuros dos índices acionários americanos derretem no início desta segunda-feira, seguindo o pregão misto na Ásia e o desempenho ruim nas bolsas europeias – seja Londres, Milão, Madrid ou Frankfurt.


B3 deve refletir demissão de Castello Branco da Petrobras

São Paulo hoje pondera as consequências da decisão do presidente Jair Bolsonaro de demitir o diretor-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco na noite de sexta-feira. Sem respeitar os rituais que impõe a governança da estatal, Bolsonaro conduziu o nome do general Joaquim de Silva e Luna para substituir Castello Branco, cujo pecado foi manter a autonomia da Petrobras na fixação dos preços dos combustíveis e tentar separar a empresa de uma possível greve dos caminhoneiros. Erro crasso.

O rito de aprovação de Luna começa amanhã, em reunião do conselho da Petrobras, que deve tomar seus dias para sacramentar a nomeação. Ontem, analistas do BTG Pactual, XP e Credit Suisse rebaixaram as ações da Petrobras, códigos PETR3 e PETR4, citando riscos de mais ingerência política nas estatais. Dessa forma, investidores institucionais esperam que a curva de juros futuros empine, o câmbio desvalorize até 2% e o índice Bovespa caia ao redor de 4% na abertura, de acordo com pesquisa feita pela XP. Segure forte as emoções!

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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