Exterior puxa Ibovespa, que ignora piora das projeções no Focus - TC
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Exterior puxa Ibovespa, que ignora piora nas projeções econômicas do boletim Focus

Postado por: TC Mover em 13/09/2021 às 11:32
Ibovespa

São Paulo, 13 de setembro – O Ibovespa abriu em alta nesta segunda-feira, 13, liderado pela Petrobras, bancos e varejistas, com o exterior ameno anulando a piora nas projeções econômicas divulgadas na pesquisa Focus. Por volta de 10h20, o índice avançava 1,54% aos 116.043 pontos, mas segue sem reverter tendência de queda no curto prazo. É o que disseram analistas técnicos à TC Mover.

O dólar futuro caia 0,54%, aos R$5,237, com o fechamento da primeira prévia da Ptax no dia em R$5,227 para o câmbio à vista. Os juros futuros caíam, em especial nos vencimentos mais longos da curva DI, que perdiam até 16 pontos-base.

O Focus, divulgado pelo Banco Central mais cedo, voltou a mostrar deterioração das projeções econômicas, com aumentos nas expectativas deste ano para inflação, taxa Selic e câmbio. Derivativos que precificam as probabilidades para a decisão da Selic, em 22 de setembro, apontavam para aumento de 125 pontos-base, enquanto na semana passada a estimativa era de 100 pontos-base. As projeções do crescimento econômico foram revisadas para baixo em 2021 e 2022.

Setor financeiro lidera ganhos no Ibovespa

O setor financeiro contribuía com cerca de 490 pontos para a cotação do índice bovespa, liderando os ganhos, seguido por consumo e energia. As ações da B3, Magazine Luiza, Banco Inter e Petrobras lideravam os ganhos em pontos no índice, enquanto as maiores perdas eram das ações de Vale, Suzano e Weg.

Percentualmente, as maiores altas eram das ações preferenciais do Banco Inter, ordinárias de Mèliuz, ordinárias da Americanas e preferenciais do Banco Pan. E as piores quedas eram nas ordinárias de Marfrig, Suzano, Minerva e preferenciais de Bradespar.

Bolsas no exterior

No exterior, as bolsas subiam, com o S&P500 ganhando 0,68%, o Nasdaq 100 elevando 0,72% e o Dow Jones crescendo 0,60%. O petróleo Brent avançava 0,86%, aos US$73,55 por barril, enquanto os grãos e o cobre perdiam força em Chicago.

Já o dólar operava misto no mercado de câmbio, valorizando-se contra moedas de economias desenvolvidas, mas perdendo força contra moedas de países emergentes.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Karine Sena e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover


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