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Fed derruba bolsas americanas; no radar, Powell, ata, IPCA-15: Espresso

Postado por: TC Mover em 19/03/2021 às 20:01
Presidente do Fed

São Paulo, 19 de março – As bolsas fecharam em queda em Nova Iorque, repercutindo a decisão do Federal Reserve, Fed, de não renovar uma medida que aumentava a capacidade dos bancos americanos de emprestar e que acaba em 31 de março. A medida tomada no início da pandemia excluía dos cálculos que limitam a alavancagem dos bancos os títulos do Tesouro americano e os depósitos feitos no banco central.


Instituições devem reduzir carteiras de crédito ou vender parte de títulos

O término da medida obrigará as instituições a reduzir as carteiras de crédito ou vender parte dos títulos, pressionando as taxas desses papéis para cima. O aperto de liquidez acabou aumentando as desconfianças com as promessas do presidente Jerome Powell de que o Fed não vai mexer nos juros mesmo com a inflação mais alta. Além disso, deu uma indicação de que o banco central americano está de olho e tem outras ferramentas para controlar os aumentos de preços.

O maior impacto da medida ocorreu nos bancos. Os papéis bancários derrubaram o Dow Jones Industrials e o afastaram do recorde do dia anterior. O S&P500 resistiu, fechando em pequena queda, graças à recuperação das empresas de tecnologia, que puxaram também o Nasdaq, mas todos acabaram a semana em queda, diante da incerteza com os juros longos americanos.


Ata do Copom, IPCA-15 e Relatório de Inflação são destaques da próxima semana

No Brasil, entre os destaques da agenda econômica da próxima semana está a ata da reunião do Comitê de Política Monetária, Copom, que sai na terça-feira. O Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, IPCA-15, de março, saem na quinta-feira.

A ata vai mostrar os motivos que levaram o Copom a subir os juros mais rapidamente e podem dar pistas de até onde o juro pode subir este ano. Muitos analistas e gestores esperam essas informações para rever suas projeções para a taxa Selic até dezembro. A dúvida é se o juro subirá mais ou se a alta mais forte agora permitirá antecipar o fim do ajuste.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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