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Federal Reserve estraga festa das bolsas; no radar, emprego nos EUA, Eletrobras, reformas: Espresso

Postado por: TC Mover em 16/06/2021 às 21:03
Federal Reserve e bolsas americanas

São Paulo, 16 de junho – As bolsas fecharam em baixa hoje, com o humor dos investidores piorando após o Federal Reserve indicar que os juros nos EUA podem subir antes do esperado.


Presidente do Federal Reserve evita maiores perdas das bolsas

A projeção dos diretores do Federal Reserve, de alta já em 2023, contida no levantamento chamado Dot Plots, veio acompanhada de aumentos na expectativa de inflação e de crescimento deste ano.

As perdas das bolsas só não foram piores porque o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em sua entrevista após a decisão, acalmou os mercados ao lembrar que as projeções de seus colegas diretores não indicam necessariamente os passos futuros do banco central americano. Ele afirmou também que ainda é cedo para discutir a redução das recompras de títulos, que injetam mensalmente até US$120 bilhões no mercado.

Mesmo assim, os índices de ações fecharam em queda em Nova Iorque e os juros longos dispararam, com o rendimento do Treasury de dez anos saltando de 1,499% ontem para 1,577% hoje. O dólar se fortaleceu com a expectativa de maior aperto monetário e o índice DXY subiu 0,80%. O ouro recuou 1,41% diante da alta do dólar e dos juros americanos e as commodities caíram. O Bitcoin perdeu 3,5%, encerrando o dia em US$38,7 mil.


Copom retira “ajuste neutro” do comunicado e sinaliza ações mais agressivas

No Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central subiu os juros em 0,75 ponto percentual, para 4,25% ao ano, como o esperado. Porém, o Copom sinalizou um aperto maior.

No comunicado, o comitê destacou a alta da inflação e deixou de falar em “normalização parcial da taxa de juros”. Agora afirma ser apropriada a “normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro”. Ou seja, isto pode levar a taxa Selic mais perto de 7,00%.

O Banco Central acrescentou ainda no comunicado que uma deterioração das expectativas de inflação pode exigir uma “redução mais tempestiva dos estímulos monetários”.

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Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover


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