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Fitch vê petroleiras retomando indicadores de crédito em 2021

Postado por: TC Mover em 11/03/2021 às 17:29
Fitch

São Paulo, 11 de março – A alta global nos preços de petróleo e gás levará a uma ampla recuperação das receitas e fluxo de caixa das produtoras da América Latina, levando a uma melhora nos indicadores de crédito dessas companhias, diz relatório da agência Fitch sobre as perspectivas setoriais para 2021.


Controle de produção pela Opep+ ajuda a sustentar preços, diz Fitch

Segundo a agência de classificação de risco, as companhias de óleo e gás devem observar uma recuperação após a deterioração observada no ano passado, com a explosão da pandemia, com o controle de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+, ajudando a sustentar o preço das commodities.

A Fitch, no entanto, acredita que os indicadores atingirão os níveis anteriores à pandemia somente a partir de 2023. O relatório também alerta para “os elevados estoques globais de petróleo bruto e do excesso de capacidade de produção”.

Relatório traz perspectiva negativa para varejo e construção

A perspectiva negativa fica por conta dos setores de varejo e construção. Segundo a Fitch, as varejistas seguem com um “ambiente de mercado desafiador”, desacelerando no início do ano com o fim do auxílio emergencial e a segunda onda de restrições pela Covid-19.

A Fitch vê as varejistas de alimentos e farmácias se beneficiando, respectivamente, dos índices de inflação e da demanda por medicamentos para doenças crônicas. “A agência prevê recuperação econômica moderada e lenta melhora do mercado de trabalho ao longo do ano”, diz o relatório, que aponta lojas de vestuário, academias e restaurantes como as companhias mais afetadas pela volta das medidas de distanciamento social.

Já as construtoras e incorporadoras, que retomaram projetos em 2020, devem manter a recuperação gradual durante 2021. Entretanto, sofrem com uma limitação na liquidez e “precisam refinanciar dívidas em um cenário de linhas de crédito restritas”, segundo a agência. Apesar da leve recuperação, o índice imobiliário da B3, IMOB, acumula queda de 13,54% nos últimos 12 meses.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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