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Governo central tem déficit primário de R$73 bilhões em julho

Postado por: TC Mover em 29/07/2021 às 19:15
Governo central tem déficit primário

Brasília, 29 de julho – O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um déficit primário de R$73,6 bilhões em junho, divulgou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 29. O resultado foi pior que o projetado pelo mercado, que apontava para déficit de R$67,2 bilhões.

No acumulado do ano até junho, o governo central registra déficit de R$53,7 bilhões. Já no mesmo período do ano passado, o Tesouro Nacional registrou rombo de R$417,3 bilhões.

Em apresentação, o Tesouro Nacional pontuou que o resultado neste primeiro semestre é influenciado pela evolução da arrecadação. Também conta a focalização dos gastos em resposta à pandemia da Covid-19. No acumulado em 12 meses, o rombo até junho foi de R$401 bilhões, equivalente a 4,7% do Produto Interno Bruto.

Despesas do governo central caíram quase 35% no mês passado

No mês passado, as despesas do governo central apresentaram queda de 34,6% na comparação anual. Foram a R$97,4 bilhões em termos reais. Já as receitas líquidas tiveram elevação de 57%, a R$40,1 bilhões.

Em junho de 2020, quando a economia do país já havia sentido os impactos da pandemia da Covid-19, com medidas de restrição e queda da arrecadação, o governo registrou déficit primário de R$194,9 bilhões, que continua sendo o pior desempenho para o mês de junho desde o início da série histórica do Tesouro, em 1995.

Brasil deve dar prosseguimento à consolidação fiscal, defende Tesouro Nacional

Em comunicado, o Tesouro Nacional voltou a enfatizar a necessidade de o país dar prosseguimento ao processo de consolidação fiscal, destacando que o Brasil é uma das economias de mercados emergentes com maior endividamento público e que apresenta, desde 2014, resultado fiscal deficitário.

No documento sobre o resultado do governo central, o Tesouro Nacional também pontua que a Reforma Administrativa, em tramitação no Congresso, integra o rol de reformas que contribuem para o processo de ajuste das contas públicas. “Apesar dos avanços recentes no desempenho da arrecadação, o país ainda dispõe de um caminho a ser percorrido para alcançar níveis prudentes de endividamento”, completou o Tesouro.

Na semana passada, o secretário Especial da Fazenda, Bruno Funchal, projetou que o país poderá voltar a registrar superávit primário entre os anos de 2023 e 2024, mediante o aumento da arrecadação, controle das despesas e projeções de crescimento econômico.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Cíntia Thomaz e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover

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