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Ibovespa cai com minério de ferro na China e projeções revisadas para o Brasil

Postado por: TC Mover em 15/09/2021 às 11:14
Ibovespa cai com minério de ferro na China

São Paulo, 15 de setembro – O índice Bovespa apontava para sua terceira queda em quatro pregões pressionado pela projeção menor de pontos para o final do ano do Itaú e pela queda continuada do minério de ferro na China, que puxa a ação da Vale.

Por volta das 10h55, O Ibovespa recuava 0,35%, aos 115.799 pontos, em queda puxada pelos setores de materiais básicos e financeiro. O dólar futuro subia 0,38%, em R$5,258. A curva de juros caía em todos os vencimentos em até 10 pontos-base, com o contrato para janeiro de 2023 em 8,85% ao ano.

Piores quedas e maiores altas do Ibovespa

Entre as piores quedas percentuais do Ibovespa estavam os papéis da Méliuz, Banco Inter, Minerva e BTG Pactual. Ao passo que as maiores altas eram de Bradespar, que anunciou redução de capital, e da Gol, que ampliou sua parceria com a American Airlines, além de Petrorio e Cielo. Em pontos, o índice era puxado pela Petrobras, enquanto que Vale, B3, Itaú e Bradesco pesavam.

O Itaú BBA revisou sua projeção para o Ibovespa ao final do ano de 152 mil pontos para 120 mil pontos, citando a deterioração do cenário fiscal, macroeconômico e hidrológico no país. Além disso, o Bank of America Merrill Lynch revisou sua projeção para o dólar este ano de R$5,00 para R$5,10, citando riscos fiscais e políticos.

Mercado internacional

Em Nova York, os índices operavam estáveis após os dados de produção industrial virem alinhados com o consenso. O petróleo Brent seguia em tendência de valorização, retomando o nível de US$75 por barril, em alta de 2,64%, refletindo dados que mostram uma demanda maior do que a esperada. A Petrobras subia nessa esteira, mas traders citaram a pressão de preços aos combustíveis como um ponto de atenção para inflação e tensão política local.

Na China o minério de ferro Qingdao tombou 4,13% esta madrugada, após a divulgação de uma safra de dados econômicos do país asiático, que frustraram consensos. O mineiro acumula queda de cerca de 40% desde julho, penalizando diretamente as exportadoras de commodities metálicas brasileiras, com o índice de Materiais Básicos desvalorizando cerca de 12% no mesmo período.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Karine Sena e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover


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