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Ibovespa cai, mas salva a semana; no radar, debate EUA, balanços, IPCA-15: Espresso

Postado por: TC Mover em 16/10/2020 às 20:04

São Paulo, 16 de outubro – O Ibovespa encerrou o dia em queda, na mínima em pontos do pregão, novamente descolado do mercado externo por conta das preocupações em torno das contas públicas. 

A incerteza com a questão fiscal, que ameaça a sustentabilidade da dívida pública, puxou também as cotações do dólar e os juros futuros, mostrando maior cautela dos investidores, que se preparam também para o vencimento do mercado de opções sobre ações na segunda-feira. Apesar da queda, porém, o Ibovespa ainda fechou a semana com ganhos, de 0,85%, a segunda seguida, mantendo-se acima dos 98 mil pontos. 

Bolsas americanas sobem

No exterior, as bolsas americanas subiram, com dados acima do esperado de vendas no varejo hoje. O Dow Jones Industrials recuperou parte das perdas dos três pregões anteriores e garantiu a terceira semana seguida de ganhos, com 0,07%. O S&P500 também fechou a terceira semana positiva, com alta modesta de 0,19%, enquanto o Nasdaq completou quatro semanas de alta após subir 0,79% desde segunda-feira.

Aumento de casos de Covid-19

A instabilidade dos mercados, porém, tende a se acentuar nas próximas semanas, em virtude do aumento de casos de Covid-19 na Europa, que levou a novas restrições no Reino Unido, França, Itália, Espanha e Alemanha. 

Nos Estados Unidos, nove Estados registram recordes de novos casos da doença. A dificuldade em aprovar um novo pacote de ajuda no Congresso americano em meio ao aumento de demissões e a reta final da campanha presidencial americana, com o último debate entre os candidatos, também devem aumentar a cautela dos investidores na próxima semana.

Inflação e exterior

A agenda da semana terá como destaques locais o IPCA-15 de outubro e as contas externas brasileiras de setembro, ambos na sexta-feira. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, deve acelerar para perto de 0,90% no mês e 3,50% em 12 meses. 

Já as contas externas devem vir com superávit de US$2,5 bilhões, estima o Itaú, o sexto resultado positivo seguido, levando o saldo de contas correntes em 12 meses para queda de US$20 bilhões, ou 1,3% do PIB. Os investimentos diretos devem atingir US$2,1 bilhões no mês.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Nathália Reiter/TC

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