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Ibovespa defende terceira semana de alta; no radar, vacinas, vírus, ata FOMC: Espresso

Postado por: TC Mover em 20/11/2020 às 20:16

São Paulo, 20 de novembro – As bolsas tiveram um dia negativo hoje após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, anunciar que vai encerrar diversos incentivos fiscais no fim do ano e as notícias de que o país bateu novos recordes de casos de coronavírus. Os índices fecharam em queda em Nova Iorque e terminaram a semana com perdas depois de duas semanas em alta. 

Já o Ibovespa também caiu, mas conseguiu manter os ganhos da semana, de 1,26%, e o nível de 106 mil pontos. Foi a terceira semana seguida de alta do índice brasileiro que acumula alta no mês de 12,87%. A bolsa de São Paulo acompanhou a melhora do apetite global por risco em novembro provocada pela definição da eleição americana e pelos avanços das vacinas contra o coronavírus, o que aumentou a procura por ações de setores ligados a aviação e turismo, ao aumento da atividade. 

Houve também um maior apetite por commodities e países emergentes. Os estrangeiros voltaram e o saldo desses investidores em novembro na bolsa brasileira, até dia 18, está positivo em R$25,73 bilhões, até agora o maior da história. No ano, porém, o resultado líquido ainda é negativo, em R$39,55 bilhões.

Feriado nos EUA e expectativas para vacinas

Na próxima semana, mais curta pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos na quinta-feira, e agitada pela BlackFriday, os investidores seguirão divididos entre a segunda onda do vírus e os avanços das vacinas. 

Há a expectativa com a aprovação do tratamento da Pfizer e da BioNTech, que deram entrada hoje na FDA com pedido de urgência. Outras vacinas também devem anunciar a conclusão da fase de testes e pedir aprovação nos próximos dias. Começará então a corrida para produção e distribuição das doses, uma operação de guerra que deve levar meses, mas já será antecipada pelos mercados. 

Enxurrada de dados americanos

Quarta deve ser o dia mais pesado, véspera do feriado nos EUA, com a antecipação dos dados de pedidos de seguro-desemprego, ainda mais afetados pelas medidas de restrição de atividade em vários Estados americanos, e com a ata da última reunião do Federal Reserve. 

O Fed deve reforçar o cenário de cautela e incerteza para a economia e a necessidade da manutenção dos estímulos monetários e fiscais e dos juros baixos por mais tempo. No mesmo dia, sai o Produto Interno Bruto americano do terceiro trimestre e as encomendas de bens duráveis de outubro.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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