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Ibovespa freia queda com noticiário de vacinas e fiscal

Postado por: TC Mover em 22/03/2021 às 17:17
Ibovespa

São Paulo, 22 de março – O Ibovespa reduziu a baixa à tarde, voltando à faixa dos 115 mil pontos, com noticiário positivo local ligado a vacinas e arrecadação federal recorde em fevereiro, que sinaliza retomada econômica. O índice encerrou o dia com 114,9 mil pontos.


Guedes voltou a defender aceleração da vacinação no Brasil

Agradou o mercado a confirmação de que a arrecadação de impostos e contribuições somou R$127,747 bilhões e teve o melhor fevereiro da série histórica, iniciada em 2000.

Também trouxe otimismo o estudo da XP Asset Management, que projeta que, pelo ritmo de vacinação e produção de vacinas no país, e levando em conta que 75,00% da população queira se vacinar, é possível que todos os adultos brasileiros com mais de 20 anos estejam imunizados até agosto.

Além disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também voltou a falar em acelerar a vacinação. Segundo ele, o país tem obrigação de vacinar as camadas mais vulneráveis da população nos próximos três ou quatro meses. O exterior positivo também dá suporte à bolsa brasileira.

Pessimismo com emergentes com crise na Turquia afetou Ibovespa

O índice fechou, porém, em queda, ainda seguindo o pessimismo com emergentes, após nova crise com a Turquia, que afasta investidores estrangeiros de ativos emergentes, incluindo o Brasil. O gatilho para a nova aversão foi a demissão do presidente do presidente do banco central da Turquia, que provocou uma queda de 9,00% na lira.

Também pesam a queda do minério e a maior pressão política sobre o presidente Jair Bolsonaro em meio a recordes de morte por Covid-19 e à divulgação de carta assinada por mais de 500 economistas e banqueiros criticando a gestão da crise pelo governo e sugerindo caminhos.

Nesta segunda-feira, o Ibovespa recuou 1,07% aos 114,978 mil pontos. No pior momento do pregão, o índice recuou 2,24%, aos 113,619 mil pontos. Novamente, o volume projetado estava abaixo da média dos últimos 50 pregões, em 15,705 bilhões.

Papéis atrelados ao turismo lideraram perdas, junto com Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4)

As blue chips, as gigantes do índice Ibovespa, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4), pressionadas pelas vendas do investidor estrangeiro, lideravam as baixas do Ibovespa em pontos. A mineradora foi pressionada pelo recuo da commodity.

A lista inclui ainda Azul (AZUL4) e Localiza (RENT3), dois papéis penalizados pelo agravamento da pandemia no país e perspectivas de maiores restrições à circulação. As ações da Magazine Luiza (MGLU3) realizam as altas da manhã. A Suzano (SUZB3), que foi rebaixada pelo Morgan Stanley a equal weight, o mesmo que neutra, também estava entre as maiores desvalorizações em pontuação.

Papéis atrelados ao turismo, caso da Embraer (EMBR3), Azul e Gol (GOLL4), seguiam encabeçando as perdas percentuais pela pandemia. A fabricante de aeronaves também sofre com embolso de ganhos recentes.

Na ponta positiva, em pontos, se destacavam a Ambev (ABEV3) e os papéis dos bancos BTG Pactual (BPAC11), que teve recomendação elevada a outperform, equivalente a compra pela Safra, e Banco do Brasil (BBAS3). Os bancos sobem também com a melhora da percepção de risco e da expectativa de recuperação da economia.

GPA (PCAR3) e frigoríficos lideram lista de maiores ganhos do Ibovespa

Entre os maiores ganhos do índice em porcentagem permanecia o GPA (PCAR3), considerado barato pelo mercado, e que anunciou novo presidente executivo na sexta. Na sequência, dois frigoríficos, Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3), que sobem na esteira de maiores importações da China. As empresas esperam alta de preços da carne, avanço do dólar e retomada da economia.

Na B3, o destaque de alta foi o índice imobiliário, IMOB, que inclui construtoras e gestoras de shoppings. Os papéis repercutiram estudo do Credit Suisse, que vê as ações descontadas ante o exterior, e relatório do Santander, que projeta que as ações da Multiplan (MULT3) e brMalls (BRML3) podem ser boa opção para quem quer captar ganhos com avanço da vacinação.

Texto: Bárbara Leite
Edição: Clara Guimarães e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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