Ibovespa futuro oscila; curva de juros estressa com Focus - TC
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Ibovespa futuro oscila e curva de juros estressa com boletim Focus e manifestações

Postado por: TC Mover em 06/09/2021 às 9:56
Curva de juros estressa com boletim Focus

São Paulo, 6 de setembro – O Ibovespa futuro abriu o pregão desta segunda-feira, 6, rondando a estabilidade, com um exterior ameno em dia de menor liquidez por causa do feriado nos Estados Unidos. Mas a curva de juros estressa de olho nas revisões do boletim Focus e com atenção voltada para os atos no Dia da Independência.

Perto das 9h15, o índice futuro do Bovespa rondava a estabilidade, com alta de 0,05%, a 116.900 pontos. O dia deve ser de menos volume de negociação, com o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. E também com os investidores locais cautelosos com o cenário político, na véspera das manifestações e das reações dos outros Poderes a declarações que o presidente Jair Bolsonaro fará.

Minério de ferro

O pregão também não deve ser bom para as companhias ligadas ao minério de ferro. A commodity despencou mais de 8% na China, refletindo os temores de repressão do governo local a empresas do setor financeiro.

Já o petróleo Brent, referência para a Petrobras, opera em leve baixa, de 0,33%, de olho na decisão da estatal saudita Saudi Aramco, que reduziu os preços do barril de petróleo para a Ásia, mas os manteve para Europa e Estados Unidos.

Curva de juros e IPCA

A névoa da política também impacta a curva de juros, que sobe de ponta a ponta em mais uma sessão. A maior alta é observada nos trechos médio e longo, com alta de 9 pontos-base no contrato para janeiro de 2025. Os DIs mais longos, para 2029 e 2031, sobem 7 pontos-base.

O boletim Focus contribui para esse cenário, já que os economistas elevaram a projeção da Selic para 2021 e também 2022, chegando a 7,63% neste ano e 7,75% no próximo. A perspectiva do IPCA teve mais uma elevação, passando de 7,27% para 7,58% em 2021.

Câmbio

O mercado de câmbio sobe levemente, após uma abertura com viés negativo. O dólar é impactado pelo Índice Dólar DXY, que se ajusta após cinco pregões de baixa, subindo 0,25%. Por aqui, a moeda americana opera em alta de 0,14%, a R$5,222.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover

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