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Ibovespa sobe quase 2% com PEC, estímulos e vacinas

Postado por: TC Mover em 11/03/2021 às 18:35
Ibovespa

São Paulo, 11 de março – O Ibovespa teve alta acelerada no final da tarde, operando acima dos 114 mil pontos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, a PEC Emergencial, em segundo turno na Câmara e a expectativa com a aquisição de vacinas.


Governo receberá mais 100 milhões de doses de vacinas até setembro, diz Guedes

A Câmara deu aval à proposta, que vai liberar a nova rodada de auxílio emergencial, mantendo quase integralmente o texto que veio do Senado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que o Brasil vai receber mais 100 milhões de doses de vacinas até setembro com a entrega da Pfizer.

O ministro também divulgou que o governo está renovando o Pronampe, programa para socorrer pequenos negócios em meio à segunda onda da Covid-19. Por ora, o aperto de restrições em São Paulo, com toque de recolher, não faz preço.

Papéis ligados a commodities lideraram ganhos no Ibovespa

O Ibovespa fechou com alta de 1,96%, aos 114,9 mil pontos, a terceira valorização consecutiva. Na máxima, tocou em 115,0 mil pontos. Na semana, o indicador ainda cai 0,19%. Papéis atrelados a commodities, que têm dia de alta, caso da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4), lideraram os ganhos em pontos.

No topo das valorização do Ibovespa estava ainda a siderúrgica CSN (CSNA3), também apoiada pela recuperação do minério de ferro, que hoje subiu 9,17% depois de dois tombos seguidos.

De olho nas vacinas, que podem acelerar a reabertura da economia, os papéis da Localiza (RENT3), CCR (CCRO3) e EcoRodovias (ECOR3) subiram. As duas concessionárias de rodovias, que registravam ganhos na faixa de 8,00%, estavam entre as maiores altas percentuais do Ibovespa. Os dados do tráfego de estradas em fevereiro, divulgados ontem, também animaram o mercado.

PetroRio (PRIO3) e Totvs (TOTS3) foram destaques negativos

Na ponta negativa, em pontos, figuravam Suzano (SUZB3) e JBS (JBSS3), que perderam com a desvalorização do dólar acima de 5,00% nos últimos três pregões. A Itaúsa (ITSA4) e o Itaú (ITUB4), que devolveram avanços e reagiram a ruídos fiscais e políticos, também estão entre os papéis que mais pressionaram para baixo.

Entre as maiores perdas do Ibovespa, estão a PetroRio (PRIO3), que realizou após ganhos recentes, seguido da Totvs (TOTS3), que anunciou nesta semana sua maior aquisição da história, que custou expressivos R$2 bilhões.

Texto: Bárbara Leite
Edição: Angelo Pavini e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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