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IGP-DI: inflação recua em agosto, refletindo minério de ferro, mostra FGV

Postado por: TC Mover em 08/09/2021 às 10:31
IGP-DI recua, refletindo minério de ferro

Rio de Janeiro, 8 de setembro – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, IGP-DI, mostrou deflação em agosto, puxado pelos preços do minério de ferro. O resultado faz parte de dados divulgados nesta quarta-feira, 8, pela Fundação Getúlio Vargas.

De acordo com a FGV, o índice teve queda de 0,14% em agosto, abaixo do consenso do mercado, que estimava um leve avanço de 0,08% na comparação mensal. Com o resultado, o IGP-DI ainda acumula alta de 15,75% no ano e de 28,21% em 12 meses.

Apesar do IGP-DI, inflação continua pressionado

Segundo o coordenador dos Índices de Preços da FGV, André Braz, apesar da queda no IGP-DI, a inflação continua pressionando a estrutura das empresas e o orçamento das famílias.

“O resultado de agosto foi influenciado pela queda de 21,39% no preço do minério de ferro. Se tal variação fosse excluída do cálculo do IPA, o índice ao produtor registraria alta de 2,48%”, afirmou.

Índice de Preços ao Produtor Amplo

No geral, o IPA, que tem maior peso, apresentou queda de 0,42% em agosto, após registrar alta de 1,65% em julho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo ‘bens finais’ variou de 1,50%, em julho, para 2,19%, em agosto.

O principal responsável por esse avanço foram os alimentos in natura, cuja taxa passou de 2,23% para 8,09%. Em relação às matérias-primas brutas, a queda foi de 4,17% em agosto, ante um avanço de 1,79% em julho, refletindo, sobretudo, o minério de ferro, que despencou 21,39% em agosto.

Índice de Preços ao Consumidor

O IPC teve alta de 0,71% em agosto, mas isso representa uma desaceleração frente ao dados de julho, quando o índice avançou 0,92%. Vale destacar que três das oito classes registraram decréscimo nas taxas, sendo elas habitação, educação e transporte. No grupo de habitação, a energia elétrica passou de alta de 7,80% para 0,93% no mês passado.

Já o núcleo do IPC, que retira do cálculo os componentes mais voláteis, teve alta de 0,53% em agosto, ante 0,42% no mês anterior. O índice de difusão também subiu, de 64,84%, em julho, para 78,06%, em agosto, o que sugere que o aumento de preços é mais disseminado na cesta de itens.

Índice Nacional de Custos da Construção

O INCC também teve desaceleração, com alta de 0,46% em agosto, ante 0,85% em julho. Todos os três setores – materiais, mão de obra e serviços – tiveram decréscimo nas taxas.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover


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