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IGP-DI sobe mais que o esperado em julho, com geada e seca

Postado por: TC Mover em 09/08/2021 às 10:35
IGP-DI acelera com commodities

Rio de Janeiro, 9 de agosto – O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna, IGP-DI, acelerou em julho, refletindo os preços das commodities que foram afetados por geadas e secas no mês passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 9, pela Fundação Getúlio Vargas, FGV.

De acordo com a FGV, o IGP-DI teve aumento de 1,45% em julho, acima do consenso que estimava um avanço de 1,34%. Com o resultado de hoje, o indicador acumula elevação de 15,91% no ano e 33,35% nos últimos 12 meses.

Índice ao produtor puxou IGP-DI com alta das commodities

“Os preços de commodities, cujas safras foram afetadas por geadas e seca, estão entre as maiores influências do índice ao produtor. Os preços do milho avançaram 4,62% e da soja 2,84%. “Com o aumento dos preços das commodities usadas como ração, aves 5,41% e leite 6,52%, também apareceram com destacada influência para o resultado do IPA”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

O índice de preços ao produtor amplo também acelerou em julho, com 1,65% em julho, após queda de 0,26% em junho. A taxa do grupo bens finais saiu de 0,97% em junho para 1,50% em julho, na análise por estágios de processamento. O principal responsável pelo avanço foram os alimentos in natura, cuja taxa passou de baixa de 4,00% para aumento de 2,23%.

Combustíveis, grãos e milho puxam preços de bens intermediários e matérias-primas brutas

A taxa do grupo bens intermediários foi de aumento de 1,34% em junho para 1,61% em julho, refletindo o avanço do subgrupo formado por combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,42% para 2,79%.

Em relação às matérias-primas brutas, a aceleração foi de 1,79% em julho, impulsionado pelos itens soja em grão, indo de -8,12% para 2,84%, o minério de ferro, de -3,85% para 0,60%, e o milho de -8,75% em junho para 4,62% em julho. Em sentido oposto, há a cana-de-açúcar, de 7,31% para 1,48%, bovinos, de 2,40% para 0,46%.

Texto: Cíntia Thomaz
Edição: Leopoldo Vieira e Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação


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