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Indústria bate projeções em dezembro e zera perdas da pandemia

Postado por: TC Mover em 02/02/2021 às 14:19
Indústria

São Paulo, 2 de fevereiro – A produção industrial surpreendeu em dezembro de 2020 e subiu 0,90% na comparação mensal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. O resultado da indústria ficou muito acima do consenso do mercado, que estimava uma perda de 0,40%.

O cenário de juros baixos, câmbio mais alto e o aumento da demanda interna nos meses de menor aperto das quarentenas ajudaram a indústria a recuperar as perdas do pico da pandemia em 2020 e a registrar o oitavo mês seguido de aumento. Nos oito meses de alta, a indústria acumulou crescimento de 41,80%, eliminando a perda de 27,10% entre março e abril do ano passado, quando a produção chegou ao nível mais baixo da série.

No acumulado de 2020, porém, a indústria ainda teve uma perda de 4,50%, no segundo ano seguido de queda na produção do setor em 2019 a perda foi de 1,1%, revela o instituto. Já em comparação com dezembro de 2019, a indústria cresceu expressivos 8,20%.

“Vale ressaltar que a retomada dos setores da economia tem sido de forma heterogênea, no qual se observou um direcionamento do consumo para bens industriais em detrimento da demanda de serviços”, avalia a economista-chefe do TC, Fernanda Mansano.

Crescimento do setor de bens de capital demonstra continuação de retomada da indústria

De acordo com o IBGE, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 26 ramos pesquisados apresentaram alta em dezembro. A economista-chefe do TC, Fernanda Mansano, destaca o crescimento do setor de bens de capital, que apresentou aumento de 35,40% na base anual. Segundo Mansano, o aumento significativo dessa categoria demonstra que outros setores da indústria seguirão em recuperação.

Pelo lado negativo, apesar da forte alta nos últimos meses, a categoria de veículos automotores teve redução de 28,10% na produção no mês, sendo a influência mais negativa na indústria no ano passado.


Perto das 14h05, os contratos de juros futuros, DIs, perdiam em toda a curva em até 7,5 pontos-base, ainda sem refletir a melhora da indústria em dezembro, que adiciona pressão pela alta da taxa básica de juros, Selic.


Texto: Guilherme Dogo

Edição: Bárbara Leite e Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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