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Inflação dos pobres, INPC de outubro sobe 0,89%, maior desde 2010

Postado por: TC Mover em 06/11/2020 às 15:24

São Paulo, 06 de novembro – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula o custo de vida das famílias com renda até cinco salários mínimos, subiu em outubro 0,89%, acima dos 0,87% registrados em setembro, o maior resultado o mês desde 2010, quando o índice foi de 0,92%. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o INPC acumula alta de 2,95% e, nos últimos 12 meses, de 4,77%, acima dos 3,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2019, a taxa foi de 0,04%.

O INPC tem a mesma metodologia do IPCA, que calcula a inflação para famílias com renda de até 40 salários-mínimos e que subiu 0,86% em outubro e 3,92% em 12 meses. A diferença em relação ao IPCA se deve ao peso maior dos alimentos, que subiram mais este ano, no custo de vida das famílias mais pobres. 

Segundo o IBGE, os produtos alimentícios subiram 2,11% em outubro, desacelerando frente a alta de 2,63% do mês anterior. Já os não alimentícios subiram 0,52%, acelerando frente ao 0,35% de setembro.

Os índices subiram em todas as áreas pesquisadas pelo IBGE. O município de Rio Branco (1,47%) apresentou o maior resultado, principalmente em função das altas observadas em alguns componentes alimentícios como as carnes (10,09%), o arroz (15,44%) e o óleo de soja (18,00%). O menor índice ficou com a região metropolitana de Salvador (0,46%), por conta do recuo nos preços da gasolina (-2,32%) e da energia elétrica (-1,83%).

Mais inflação

Outro indicador de custo de vida para a baixa renda, o IPC-C1, da Fundação Getúlio Vargas, que mede a variação de preços para famílias que ganham até 2,5 salários-mínimos, subiu 0,71% em outubro, 0,18 ponto percentual menos que os 0,89% de setembro. 

Com isso, o IPC-C1 acumula alta de 3,86% no ano e de 4,54% em 12 meses, resultado próximo do INPC. O IPC-C1 faz parte do IPC-BR, que calcula a inflação das famílias com renda de até 33 salários-mínimos e entra no cálculo do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna. 

O IPC-BR subiu 0,65% em outubro e acumula alta de 4,38% em 12 meses. Já o IGP-DI de outubro, que também saiu hoje, subiu 3,68%, acima dos 3,30% de setembro, acumulando 22,12% em 12 meses. O IGP-DI é formado, além do IPC-BR, pelos índices de Preços ao Produtor, o IPA, e da Construção Civil, o INCC.

Texto: Angelo Pavini
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação

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