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Fantasma da inflação nos EUA derruba bolsas; no radar, emprego, PPI, balanços, CPI da Covid: Espresso

Postado por: TC Mover em 12/05/2021 às 19:55
Bolsas caem com inflação nos EUA

São Paulo, 12 de maio – As bolsas despencaram hoje em Nova Iorque e no Brasil após números mais fortes de inflação nos EUA aumentarem o receio de que o Federal Reserve poderá antecipar a retirada dos estímulos monetários que sustentaram boa parte da alta dos índices nos últimos meses.


Além das bolsas, juros longos reagiram à inflação nos EUA

A queda se acelerou no fim do dia e o Dow Jones Industrials e o S&P500 terminaram com perdas de cerca de 2,0% e o Nasdaq, de quase 3,0%, puxado pelos papéis de tecnologia. No Brasil, o Índice Bovespa voltou para os 119 mil pontos, zerando os ganhos da semana. Todos os índices fecharam perto das mínimas do dia, reforçando o clima de aversão ao risco, detectado também pelo VIX, o índice do medo, que mede a volatilidade das opções de S&P500 e subiu hoje quase 26%.

Os juros longos também reagiram à inflação nos EUA mais alta desde 2008. O rendimento do Tesouro americano, chamado de Treasury yields, de dez anos subiu 6 pontos-base, para 1,686% ano ano. Já o dólar acompanhou os juros e o índice DXY terminou o dia em alta de quase 0,7%.

As commodities, por sua vez, se mantiveram em alta, apostando no reaquecimento das economias da União Europeia, que hoje aumentou sua projeção de crescimento, e dos Estados Unidos. O petróleo subiu cerca de 1,1% e caminha para o maior nível desde 11 de março, com o Brent, referência internacional, perto de US$70,00 o barril, a US$69,29, o que aumenta a pressão sobre a inflação nos EUA e no mundo. O conflito entre Israel e o palestino Hamas, que continua se agravando, pode ser um novo fator de pressão sobre o petróleo.


EUA devem apresentar aceleração dos preços ao produtor

Na agenda de amanhã, a inflação nos EUA volta ao radar, mas desta vez com o Índice de Preços ao Produtor, o PPI na sigla em inglês, nos Estados Unidos, relativo a abril. O índice deve acelerar pela alta das commodities. Somam ao dado os problemas de falta de insumos nas cadeias de produção e a dificuldade em encontrar mão de obra. Isto indica futuras pressões para o varejo nos próximos meses.

Amanhã também saem dados semanais de pedidos de seguro-desemprego, que vão mostrar se a recuperação do mercado de trabalho vista nas últimas semanas se mantém. Isto reforçaria o temor de retirada de estímulos pelo Federal Reserve.

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Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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