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Investidor de varejo poderá comprar BDR de empresa estrangeira a partir de quinta-feira

Postado por: TC Mover em 20/10/2020 às 21:27

São Paulo, 20 de outubro – A partir de quinta-feira, dia 22, os investidores de varejo poderão investir em grandes empresas estrangeiras, como Microsoft, Apple, Netflix e outras, na B3, em reais, sem precisar mandar dinheiro para o exterior. 

A bolsa informou hoje que a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, aprovou as últimas mudanças no Regulamento para Listagem de Emissores e Admissão à Negociação de Valores Mobiliários da B3 para permitir a negociação de Brazilian Depositary Receipts, os BDRs, pelo investidor pessoa física. 

Os BDRs são recibos de ações garantidos por papéis custodiados por um banco no exterior e que acompanham as cotações das bolsas internacionais e garantem os mesmos direitos, como dividendos, aos compradores. 

Com essa aprovação, as corretoras podem oferecer esses papéis, desde que representem ações de empresas estrangeiras ou fundos de ações com cotas em bolsa, os chamados ETFs, negociados em um “mercado reconhecido”, a partir do dia 22 de outubro.

Nova regra engloba investidores de varejo

A nova regra da CVM de negociação dos BDRs entrou em vigor em 1º de setembro, autorizando que os investidores de varejo também pudessem ter acesso a esses ativos. Antes, somente investidores qualificados, com mais de R$1 milhão de patrimônio, podiam comprar esses papéis. 

Conforme determinou a regulação da CVM, a B3 ajustou seu Regulamento para que fosse possível estabelecer o conceito de “mercados reconhecidos”. Posteriormente, a B3 avaliará a inclusão de outras bolsas estrangeiras como “mercados reconhecidos”, disse a bolsa em comunicado.

B3 tem boas expectativas

A expectativa da B3 é fomentar o mercado nacional, aumentando a diversidade de produtos disponíveis ao investidor local, incluindo o varejo, que demanda uma crescente diversificação de portfólio e exposição a ativos estrangeiros, e também incrementar as oportunidades de captação de recursos pelos emissores, afirma Mario Palhares, diretor de Produtos Listados da B3.

Também foram incluídas no Manual do Emissor da B3 as regras de volume mínimo de negociação, divulgação contábil e a exigência de que o ETF deve ser listado em um país que tenha celebrado acordo de cooperação com a CVM, como critérios para aceitação de ETF como lastro do BDR. Essas medidas procuram aumentar a segurança para os investidores na origem dos BDRs que estão sendo oferecidos no mercado brasileiro, diz a bolsa.

“Chegou a tão esperada data para que os BDRs possam ampliar a carteira de investimentos da pessoa física, possibilitando a aquisição de ações internacionais”, diz Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3. Segundo ele, o investidor tem à disposição 670 opções de BDRs lastreados em grandes companhias.

A flexibilização da regra, aprovada pela CVM, também abre a possibilidade para que companhias com a maior parte do seu negócio no Brasil e que abriram capital fora do país possam negociar seus papéis aqui. É o caso da PagSeguro, XP Investimentos e a Stone. 

 O próximo passo da B3 para o tema é iniciar as discussões e preparar o Regulamento para a admissão à negociação de BDRs de dívidas offshore, tanto de emissores estrangeiros quanto de emissores nacionais, já que a nova regra também permite o desenvolvimento desses mercados. Isso traz mais oportunidades ao investidor local, inclusive pessoa física, que busca diversificação de investimento e exposição aos mais variáveis segmentos em uma única operação.

Benefícios do produto

O BDR é um certificado emitido por instituições brasileiras que possibilita o acesso às ações das maiores empresas globais e ETFs mais negociados no mundo. É uma alternativa para diversificação de portfólio, pois ele pode ser acessado de forma simples, pelos sistemas das corretoras, sem a necessidade de mandar dinheiro para o exterior e sem a preocupação com a conversão do câmbio.

Além de possibilitar a diversificação de investimentos, o acesso do produto pelo investidor de varejo não é tributado pelo IOF e evita os custos relacionados à remessa de recursos para o exterior, como câmbio e manutenção de contas.

A liberação para pessoa física possibilita a realização de operações de empréstimo de ativos com BDRs de ações e o uso do produto em garantia na B3, viabilizando maior flexibilidade na realização de operações em outros segmentos.

Saiba mais e acesse a lista completa de BDRs não patrocinados disponíveis na B3 clicando aqui.

Texto: Angelo Pavini
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Divulgação

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