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IPCA-15 reforça tese do BC sobre alta temporária da inflação

Postado por: TC Mover em 22/12/2020 às 10:17

São Paulo, 22 de dezembro – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, IPCA-15, prévia oficial da inflação do Banco Central, para dezembro surpreendeu positivamente com uma alta mensal abaixo do consenso. Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, o IPCA-15 reforçou a tese do BC de que a alta no custo de vida é um fenômeno passageiro e derrubando os contratos de juros futuros ao longo da curva.

A leitura da inflação para o mês, medida pelo índice IPCA-15, foi de 1,06%, ante variação prevista de 1,16% no consenso TC. O acumulado no ano ficou em 4,23%, acima do centro da meta de inflação do Banco Central, de 4,00%, e abaixo do consenso de 4,32%. 

Perto das 09h25, os DIs futuros, ou juros futuros, recuavam de ponta a ponta, com destaque para o contrato com vencimento em janeiro de 2023, que recuava 8 pontos-base.

Alimentação, transporte e energia elétrica puxam IPCA-15 

O setor de alimentos e bebidas puxou o IPCA-15, subindo 2,00% na base mensal e fechando 2020 com alta acumulada de 14,36%, maior variação desde 2002. No grupo de habitação, a energia elétrica subiu 4,08% com a volta da bandeira vermelha, após dez meses de bandeira verde. O grupo de transportes acelerou 1,43% em dezembro, com impacto da alta de 28,31% das passagens aéreas. 

Ao todo, oito dos nove grupos registraram alta mensal, com exceção do setor de vestuário. A inflação subjacente, medida pelos chamados núcleos, mostrou comportamento dentro do esperado, com o índice de difusão recuando de 64,6% em novembro para 61,5% em dezembro. Uma leitura menor implica que as altas generalizadas de preços recuaram no mês. 

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Guillermo Parra-Bernal e Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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